Dólar opera em alta e juros futuros se ajustam em baixa com exterior no foco

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SÃO PAULO - Alinhado ao desempenho de outros mercados emergentes, o dólar se ajusta em ligeira alta contra o real nesta quarta-feira, em um dia no qual as atenções dos participantes do mercado estão voltadas ao exterior, sem grandes catalisadores no mercado local.

Enquanto isso, os juros futuros se antecipam à possibilidade de uma nova rodada de dados de atividade econômica mais fracos, o que confere um viés de queda às taxas ao longo da estrutura a termo da curva.

Pouco após a abertura, a moeda norte-americana subia 0,37%, negociada a R$ 5,60, enquanto o dólar futuro para fevereiro subia 0,46%, para R$ 5,6195.

Já no mercado de juros, a taxa do DI para janeiro de 2023 caía de 12,025% no ajuste de ontem para 12,00%; a do DI para janeiro de 2024 recuava de 11,82% para 11,775%; a do contrato para janeiro de 2025 cedia de 11,525% para 11,43%; e a do DI para janeiro de 2027 passava de 11,45% para 11,36%.

De olho nos dados econômicos dos EUA

Sem grandes catalisadores no cenário doméstico, o mercado se mostra atrelado ao exterior, onde os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos devem guiar os negócios. No momento em que os dados de inflação continuam a mostrar pressão nos EUA, o mercado já espera ações mais agressivas de retirada de estímulos monetários.

No horário acima, o retorno da T-note de dois anos subia para 0,907%, após ter subido a 0,923% na máxima do dia. Na ponta longa da curva de rendimentos dos Treasuries, porém, as taxas se mantêm perto da estabilidade, o que não pesa sobre os ativos de risco.

Assim, nos mercados emergentes, o dólar se mantinha perto da estabilidade: subia 0,05% ante o peso mexicano; avançava 0,17% em relação ao rublo russo; e caía 0,25% na comparação com o rand sul-africano.

Enquanto o dólar se mantém em alta, os juros futuros caem em bloco, em uma descompressão de prêmio de risco que foi embutido na curva nos últimos dias.

Na avaliação de economistas da Renascença, na ausência de catalisadores domésticos mais fortes no pregão de hoje, a curva dá início ao dia com fechamento das taxas, em uma antecipação a dados de atividade econômica que serão divulgados nos próximos dias.

“O fato de amanhã e sexta-feira serem dias de divulgação de importantes indicadores da economia nacional em novembro, nomeadamente o volume de serviços prestados e as vendas no varejo, respectivamente, os quais deverão vir fracos, também poderá servir como argumento” para o viés de queda das taxas futuras na manhã desta quarta-feira, apontam os economistas da Renascença em relatório diário sobre as perspectivas para os DIs.

Ontem o dólar comercial fechou em queda de 1,67%, cotado a R$ 5,580. Esse foi o menor patamar para a moeda desde o dia 30 de dezembro.

*Com informações do Valor e da Reuters

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