Dólar opera em baixa, após dados da inflação nos EUA. Bolsa tem leve alta

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RIO — O dólar opera em baixa ante o real no início do pregão desta sexta-feira. Os investidores reagem à divulgação dos dados da inflação americana e especulam sobre possíveis mudanças na política monetária do banco central daquele país.

Por volta de 10h35, a moeda americana era negociada a R$ 5,23, baixa de 0,48%. No mesmo horário, o índice Ibovespa tinha alta de 0,05%, aos 124.426 pontos.

O índice de preços de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medido pelos preços e gastos com consumo pessoal, aumentou 0,6% em abril ante março, registrando o quinto aumento consecutivo, informou o Departamento de Comércio.

Na base anual, o índice cheio subiu 3,6% Já o núcleo da inflação avançou 0,7% em abril e 3,1% em doze meses, ultrapassando a meta de 2% do Federal Reserve, anco central americano.

A expectativa média do mercado era avanços de 0,6% e 2,9%, no núcleo, respectivamente.

— A gente percebeu que não houve uma deterioração em cima das expectativas e dos sentimentos dos investidores — disse o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, refereindo-se ao desempenho positivo visto na abertura das bolsas americanas, após a divulgaçao do índice.

O índice de preços de consumo pessoal é a medida de inflação acompanhada mais de perto pelo Fed.

A taxa era aguardada pelo mercado, pois pode indicar uma possível mudança na política monetária estimulativa do banco. Autoridades do Fed, no entanto, voltaram a afirmar, recentemente, que a inflação americana teria um caráter mais transitório, afastando o temor dos investidores pela retirada de estímulos da economia.

“Acreditamos que o ambiente externo favorável e a melhora das expectativas tanto com o crescimento da economia local como com a situação fiscal devem seguir provendo sustento aos ativos de risco locais”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em relatório matinal.

Ações

Entre as ações, as ordinarias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 2,65% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 2,08%.

As ordinarias da Vale (VALE3) avançavam 0,33%.

— Na segunda-feira, é feriado nos Estados Unidos e isso pode impactar o volume de negociação na nossa bolsa e no final do mês, há reajustes de posição — ressaltou Carvalho.

Inadimplência

Pelo quinto mês consecutivo, a inadimplência no sistema financeiro nacional continuou no menor patamar da história, de acordo com as estatísticas divulgadas nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). O índice para recursos livres está em 2,9%, bem abaixo do nível pré-crise, quando o patamar estava ao redor de 4%.

Com a continuidade da crise e o fim dos períodos de carência de programas como o Pronampe, a tendência é que esse número suba nos próximos meses.

Diferente da inadimplência, as taxas de juros subiram em abril. No cartão de crédito rotativo, as taxas pularam de 334,6% para 335,3% ao ano. Só em 2021, a alta foi de 7,5 pontos percentuais.

Já o cheque especial subiu de 122,3% em março para 124,5% em abril, ainda abaixo do limite imposto pelo Banco Central no início de 2020. O teto de 151% ao ano fez com que os brasileiros deixassem de pagar R$ 10 bilhões em juros por ano, de acordo com um estudo da própria autoridade monetária.

Bolsas no exterior

Nos Estados Unidos, as bolsas operam em alta. Por volta de 10h50, no horário de Brasília, o índice Dow Jones subia 0,32% e o S&P, 0,27%. Em Nasdaq, a alta era de 0,36%.

Na Europa, as bolsas operam no positivo. Também por volta de 10h50, em Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,37% e a de Frankfurt, 0,82%. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, avançava 0,75%.

As bolsas asiáticas fecharam em alta. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 2,1%. Em Hong Kong, houve alta de 0,04%. A exceção ficou com a China, com recuo de 0,22%.

Na semana, o acumulado em Tóquio foi de alta de 2,94% e, em Hong Kong, de 2,34%. No caso chinês, houve valorização de 3,28%.

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