Dólar opera em queda e Bolsa sobe, após dados de inflação americana acima do esperado

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RIO — O dólar operava em queda ante o real no início do pregão, com os investidores reagindo a dados da inflação americana, divulgados nesta quinta-feira, que vieram acima das expectativas do mercado.

Por volta de 10h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,04, queda de 0,44%. No mesmo horário, o índice Ibovespa tinha leve alta de 0,03% aos 129.941 pontos.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em maio em relação ao mês anterior, após um salto de 0,8% em abril. O número veio acima das projeções de analistas, que esperavam uma alta em torno dos 0,4%.

Nos 12 meses até maio, o índice acelerou a 5,0%, maior alta anual desde agosto de 2008.

Excluindo componentes como alimentos e energia, o chamado núcleo do índice subiu 0,7%, após alta de 0,9% em abril, de acordo com dados do Departamento do Trabalho.

No núcleo, o índice subiu 3,8% nos últimos 12 meses.

O número acima do esperado vai intensificar as pressões para que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, reveja sua política monetária estimulativa, baseada em taxas de juro próximas a zero e na compra de títulos públicos.

No entanto, cabe destacar que dirigentes do banco vem reiterando o caráter transitório de uma eventual inflação e que uma mudança na política de estímulos só ocorrerá com uma melhora firme no mercado de trabalho.

O Fed tem sua próxima reunião agendada para os dias 15 e 16 deste mês.

“Bens continuam acelerando ainda pelo descasamento de oferta e demanda da reabertura da economia, enquanto a alta de serviços se deve principalmente a transportes. Avaliamos que o Fed continuará com a retórica de inflação transitória a espera de dados mais fortes e contínuos sobre inflação e mercado de trabalho”, escreveu o estrategista-chefe do banco digital modalmais, Felipe Sichel, em nota matinal.

Seguro-desemprego

Os pedidos de seguro-desemprego caíram pela sexta semana consecutiva. Os novos pedidos caíram para 376 mil na semana encerrada em cinco de junho, uma queda de 29 mil em relação aos pedidos revisados feitos na semana anterior.

Ações

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) sobem 0,41% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,45%. As ordinárias da Vale (VALE3) cediam 0,79%.

Nas altas, destaque para os papéis da Eletrobras. Os ordinários (ELET3) avançavam 2,48% e os preferenciais (ELET6), 2,57%.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam sem direção única, com os investidores digerindo a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) de manter os estímulos monetários.

O BCE afirmou que manterá a compra de títulos emergenciais a um ritmo mais alto que o visto no início do ano por temer que uma eventual redução possa atrapalhar a recuperação econômica.

As taxas de juros também permaneceram nos patamares próximos a zero, em que se encontram hoje.

Por volta de 10h30, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,37%. Em Frankfurt, havia alta de 0,17% e, em Paris, baixa de 0,09%.

As bolsas asiáticas fecharam em direções contrárias. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,34%. Em Hong Kong, houve ligeira queda de 0,01% e, na China, baixa de 0,54%.

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