Dólar recua a R$ 4,16 após prévia do PIB; Bolsa opera em alta

Gabriel Martins

RIO — A divulgação do IBC-Br de novembro (espécie de "prévia do PIB" compilada pelo Banco Central) contribuiu para o mercado brasileiro. O dólar comercial recua 0,42%, valendo R$ 4,167. No mercado acionário, o Ibovespa (índice de referência da B3) avança 0,52%, aos 117.021 pontos.

O mercado projetava que o IBC-Br teria um recuo de 0,05% no período, mas ele avançou 0,18%. O resultado positivo, destacam os analistas, retira um pouco da pressão nos mercados causada pelos dados fracos da produção industrial e das vendas do varejo.

— Os dados de atividade econômica mais fortes retiram um pouco do sentimento ruim com as vendas de varejo e indústria de novembro. O IBC-Br acaba tirando um pouco da pressão do dólar porque a perspectiva de que o BC vai cortar juros diminui — disse Sergio Zanini, sócio fundador da Sagmo Capital, à Bloomberg.

A possibilidade de uma nova redução da taxa básica de juros (Selic) é uma das explicações para a valorização do dólar porque este movimento do BC pode deixar menos vantajosa a relação de risco e retorno (carry trade) para os investidores.

Carry trade é a operação na qual os investidores tomam empréstimos em países com juros baixos (como EUA, Japão e membros da União Europeia) para aplicar em títulos públicos de países emergentes, geralmente com juros elevados. Caso os juros brasileiros renovassem a mínima histórica (atualmente estão em 4,5% ao ano), o mercado doméstico fica menos atraente para o investidor.