Dólar recua a R$ 4,32 diante da segunda atuação do BC no câmbio

Gabriel Martins

RIO — Após a disparada do dólar, que chegou a valer R$ 4,38 na última quinta, o Banco Central (BC) segue atuando para conter a valorização da moeda americana. A autoridade monetária ofertou 20 mil contratos de swap cambial no mercado, em uma operação que totalizou US$ 1 bilhão. Diante deste cenário, a divisa dos EUA opera com recuo de 0,16%, a R$ 4,327. O Ibovespa (índice de referência da B3) cai 0,14%, aos 115.502 pontos.

Na véspera, o BC também injetou a mesma quantidade de dólar no mercado, fazendo com que o pico de R$ 4,38 fosse revertido para um fechamento de R$ 4,33.

— Quando há uma intervenção do BC, normalmente acontece esse movimento de queda na cotação do dólar — diz Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. — Essas atuações recentes, porém, não são para ditar um novo patamar para a moeda americana. A atuação do BC está relacionada a uma correção em meio aos recentes recordes históricos da moeda americana.

Na agenda externa, após a volatilidade nos mercados causada pela nova metodologia para apurar as infeções e mortes causadas pelo Covid-19 (doença respiratória desencadeada pelo novo coronavírus) nesta quinta, os principais índices tentam se recuperar.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou a sexta com alta de 0,31%. O Nikkei, do Japão, destoou e caiu 0,59%.

Na Europa a sessão também é de recuperação. O FTSE (Londres) e o DAX (Frankfurt) sobem 0,03% e 0,28%, respectivamente. Em Paris, o CAC ainda opera em terreno negativo, com perdas de 0,06%.