Dólar sobe e volta a operar na casa dos R$ 5

RIO — O dólar sobe no início desta quarta-feira, voltando a operar na casa dos R$ 5. No pregão, os investidores repercutem a divulgação de novos dados de inflação no Brasil.

Por volta de 09h05, a moeda americana tinha alta de 0,27%, negociada a R$ 5,0013.

O dólar não opera acima dos R$ 5 desde o pregão de 21 de março, quando esteve cotado a R$ 5,0300 durante o dia para fechar em R$ 4,9940.

A divisa vem de três pregões consecutivos de valorização, influenciada pelos receios em relação a um aperto monetário mais agressivo por parte do Federal Reserve, Banco Central americano, e pelas medidas de restrição contra a Covid-19 impostas na China.

O temor é de uma desaceleração no crescimento econômico chinês, que impacta o preço de commodities e impõe mais gargalos nas cadeias de produção global, que ainda se recuperam dos impactos dos dois últimos anos.

Até o fechamento de terça-feira, o dólar ainda acumula queda de 10,49% ante o real. No entanto, no mês de abril, a divisa sobe 4,85%.

Nesse sentido, analistas também destacam o movimento de correção e a menor entrada de fluxo estrangeiro na nossa Bolsa no mês como fatores que ajudam na valorização da moeda americana.

Nesta quarta, o IBGE divulga o IPCA-15 de abril. A expectativa é de um novo número forte, pressionando pelo aumento dos preços de combustíveis e alimentos.

Os números são importantes, pois influenciam na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reunirá na semana que vem para decidir o próximo aumento da taxa básica de juros.

Hoje, a Selic está em 11,75% e a expectativa é que o Comitê faça uma elevação na casa de 1 ponto percentual. A questão para o mercado é saber quando o ciclo de altas, que começou há mais de um ano, terá fim.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com altas. Por volta de 09h30, em Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,77% e a de Frankfurt, 0,31%. Em Paris, ocorria alta de 0,57%.

As bolsas asiáticas fecharam com direções contrárias. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 1,17%. Em Hong Kong, houve alta de 2,49% e, na China, de 2,49%.

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