Dólar sobe, em linha com exterior; bolsa tem volatilidade, com dados americanos e reunião da Opep+ no radar

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RIO — O dólar opera com alta ante o real enquanto a Bolsa apresenta volatilidade no início desta terça-feira. Em dia de agenda mais fraca, os investidores aguardam a reunião da Organização do Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), e repercutem dados econômicos na China e nos Estados Unidos.

Por volta de 10h30, a moeda americana tinha alta de 0,55%, negociada a R$ 5,6935. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,23%, aos 104.156 pontos, mas sem apresentar uma direção definida.

O movimento do câmbio acompanha a trajetória de alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados Treasuries, em meio a expectativas por elevações na taxa básica de juros do país no primeiro trimestre.

A alta dos Treasuries estimula que mais investidores aportem seus recursos nos títulos americanos, o que ajuda no fortalecimento do dólar frente a outras divisas.

No caso da Opep+, a expectativa é para saber se os países concordarão em uma nova ampliação da oferta de petróleo, o que pode reduzir a pressão altista sobre os preços da commodity.

O grupo já havia concordado em expandir a produção para 400 mil barris diários de petróleo aos mercados globais em janeiro.

Por volta de 10h30, no horário de Brasília, o preço do contrato para março do petróleo tipo Brent subia 1,08%, cotado a US$ 79,83, o barril.

Já o do tipo WTI para fevereiro avançava 1,14%, negociado a US$ 76,95, o barril.

A alta do petróleo vem pressionando a inflação dos países, principalmente, com reajustes nos combustíveis.

Indústria e trabalho

Nos EUA, será divulgado o índice de atividade industrial de dezembro do Instituto para Gestão de Oferta, além de dados sobre o mercado de trabalho.

Os números são observados pelo mercado a fim de identificar possíveis efeitos da disseminação da variante Ômicron para a atividade econômica.

Na China, os investidores também reagiram à divulgação do índice de gerentes de compras, indicador privado que mede a atividade do setor manufatureiro.

O índice subiu para 50,9 pontos em dezembro ante os 49,9 registrados em novembro, acima do esperado.

Ações

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 0,03% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto) cediam 0,10%.

As ordinárias da Vale (VALE3) avançavam 0,87% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 0,73%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) subiam 0,07%.

No setor financeiro, as prefrenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) cediam 0,14% e 0,25%, respectivamente.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com altas. Por volta de 10h35, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 1,48%. Em Frankfurt e Paris, ocorriam altas de 0,93% e 1,38%, respectivamente.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 1,77%. Em Hong Kong, houve alta de 0,06% e, na China, baixa de 0,20%.

No noticiário corporativo, as ações da Evergrande subiram 1,26%, após a empresa afirmar que uma ordem para demolir 39 prédios em Hainan não afetaria outros empreendimentos.

A negociação dos papéis chegou a ser suspensa na segunda-feira a pedido da própria empresa.

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