Dólar tem leves variações, a R$3,76, após avanço das bolsas da China

Nota de dólar vista em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 24/09/2015 REUTERS/Sergio Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar alternava entre leves altas e baixas sobre o real nesta quarta-feira, embalado pelo avanço das bolsas da China, que trouxe algum alento às preocupações com a desaceleração da economia global. O mercado continuava pressionado, porém, por preocupações com a situação política e econômica do Brasil. Muitos operadores também ajustavam seus portfólios após a moeda norte-americana ter despencado mais de 2 por cento, maior queda em mais de um mês, na véspera. Às 10:12, o dólar recuava 0,09 por cento, a 3,7671 reais na venda, após atingir 3,7573 reais na mínima e 3,7809 reais na máxima da sessão. Na terça-feira, a divisa dos Estados Unidos caiu 2,39 por cento e voltou a 3,7705 reais, influenciada pela atuação do Banco Central e por expectativas de entradas de recursos no país. "Segue o tom favorável para ativos de risco", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes. As bolsas de valores da China tiveram nesta quarta-feira o maior ganho diário em sete semanas, impulsionadas por expectativas de que um canal de negociação entre os mercados acionários de Hong Kong e Shenzhen pode ser lançado antes do fim do ano. Tombos recentes das ações chinesas vêm provocando apreensão com a desaceleração da segunda maior economia do mundo, importante parceiro comercial do Brasil e referência para mercados emergentes. No Brasil, esse bom humor era parcialmente ofuscado pelo clima de incertezas. Na véspera, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iniciou processo por quebra de decoro contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode resultar em última instância na perda de mandato do parlamentar. Operadores não descartavam a possibilidade de mais volatilidade no câmbio, em meio ao baixo volume de negócios que vem caracterizando o mercado recentemente. Entre os acontecimentos que podem servir de gatilho para movimentos mais bruscos, destacam a votação na Câmara do projeto que permite a regularização de bens brasileiros não declarados no exterior. "Toda vez que esse projeto dá um passo para frente, o mercado reage. Parece que o fluxo (de entrada de recursos) vai ser grande", disse a operadora de um banco nacional. Nesta manhã, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares. (Por Bruno Federowski)

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