Da tapioca à barra de cereal: oito alimentos substitutos que podem ser vilões da dieta

Tapioca é melhor para emagrecer do que o pão francês? Essa é uma das dicas de substituição de alimentos que frequentemente figuram nas listas de opções mais saudáveis para quem quer emagrecer. No entanto, é preciso tomar cuidado com essas "soluções": muitas vezes, elas são bem mais calóricas do que os alimentos que estão substituindo.

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A nutricionista Juliana Magalhães alerta para a ideia de que alguns alimentos são vistos como "mocinhos" para o emagrecimento e, por isso, acabam sendo consumidos em excesso, o que prejudica o objetivo da perda de peso.

— É muito comum ver as pessoas buscando substituições de alimentos para emagrecer e acabam encontrando alternativas muito calóricas sem saber. Para perder peso, é preciso ter um déficit calórico, você gastar mais calorias do que consome, mas as comidas que são vistas como sendo "de dieta" acabam sendo consumidas em excesso, e muitas vezes provocam o superávit calórico. Ou seja, tem o resultado oposto ao desejado. É preciso avaliar o que você come no geral e não apenas um alimento específico — conta Juliana.

O que acontece muitas vezes é que esses alimentos não geram uma sensação de saciedade, e assim são ingeridos em maior quantidade. A tapioca, por exemplo, possui menos fibras do que um pão francês, o que pode levar a uma pessoa a consumir mais porções. Outro grupo alimentar que é ingerido em abundância são as castanhas. Apesar de o hábito de mastigar gerar uma saciedade, é comum comer uma porção grande das oleaginosas porque a mastigação gera um gatilho de continuar comendo.

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Alimentos para ficar de olho

Além da tapioca e das castanhas, a nutricionista cita outros seis alimentos tidos como boas opções para emagrecer, mas que podem não são as melhores escolhas.

Pasta de amendoim: Por ter muitas fibras, a pasta de amendoim gera uma maior sensação de saciedade, mas como é vista como uma comida "de dieta", muitas vezes é consumida em excesso e pode prejudicar o emagrecimento.

Leite e derivados: A substituição pelo leite desnatado pode ser pouco eficaz, já que é um leite menos denso e gera menos sensação de saciedade. Tomar dois copos de leite desnatado equivale a um de integral. Já para os queijos, a opção de trocar um queijo amarelo pelo branco é vista como uma boa escolha, mas se for ingerido em maior quantidade, não há vantagem.

Frutas secas: O fato de serem alimentos desidratados favorece a ingestão em porções maiores. O damasco, por exemplo, é uma das frutas secas mais populares, mas a nutricionista avalia que se for consumido in natura, é provável que não se consiga comer várias unidades.

Barras de cereal: Possuem alto teor de gordura, açúcar e aditivos e podem gerar um superávit, e não um déficit calórico, ainda mais se consumidas em excesso.

Cafés 'especiais': A bebida se torna calórica quando adicionam-se outros ingredientes, como o óleo de coco, que tem ganhado cada vez mais popularidade, e possui alta taxa de caloria por porção.

Bebidas alcoólicas: É comum ver bebidas low carb, ou seja, que têm poucos carboidratos, sendo recomendadas para o emagrecimento. Juliana explica que o álcool se transforma em gordura mais rápido do que o carboidrato, por isso é preciso prestar atenção no teor alcoólico da bebida. Um copo de cerveja pode ser melhor para emagrecer do que uma taça de gin, que possui um grau alcoólico bem mais elevado.

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