Dados de casos e vacinas mostram pequenas vitórias em luta contra Ômicron

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Campanha de saúde do governo para tomar a dose de reforço da Covid-19 em Londres, Reino Unido

Por James Macharia Chege e Josephine Mason

LONDRES (Reuters) - Duas fabricantes de vacinas disseram que seus imunizantes protegem contra a variante Ômicron do coronavírus e dados do Reino Unido levam a crer que ela pode causar um número proporcionalmente menor de hospitalizações do que a linhagem Delta, mas especialistas de saúde pública alertaram que a batalha contra a Covid-19 está longe do fim.

Indícios semelhantemente encorajadores sobre taxas de hospitalização surgiram na África do Sul na quarta-feira, mas o chefe da principal agência de saúde africana fez coro com a Organização Mundial da Saúde (OMS) ao avisar que é cedo demais para se tirar conclusões amplas sobre a virulência da Ômicron.

"Vamos tomar o cuidado de não extrapolar o que estamos vendo na África do Sul em todo o continente, ou em todo o mundo", disse o chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC), John Nkengasong, em um briefing à mídia.

As infecções pelo coronavírus disparam em grande parte do mundo agora que a altamente infecciosa Ômicron se dissemina, provocando novas restrições em muitos países.

Identificada no mês passado no sul da África e em Hong Kong, a variante está se tornando predominante rapidamente na maior parte da Europa Ocidental, inclusive no Reino Unido, onde as novas infecções diárias passam de 100 mil.

Mas os aumentos de hospitalizações e mortes na África do Sul e no Reino Unido desde que a Ômicron se propagou parecem mais graduais. Ao mesmo tempo, AstraZeneca e Novavax, assim como outras fabricantes de vacinas, dizem que seus imunizantes protegem contra a variante.

Pesquisadores da Universidade de Edimburgo que rastrearam 22.205 pacientes de Ômicron disseram na quarta-feira que o número dos que precisaram ser hospitalizados foi 68% menor do que teriam esperado, com base na taxa de pacientes infectados pela Delta.

Pesquisadores do Imperial College de Londres disseram que, nas últimas duas semanas, viram indícios de uma redução de 40% a 45% no risco de hospitalizações pela Ômicron na comparação com a Delta.

Raghib Ali, pesquisador-associado clínico sênior da Universidade de Cambridge, disse que cientistas alertaram que, com a disparada de casos britânicos, até uma proporção pequena de hospitalizações poderia sobrecarregar o sistema de saúde.

Mas os dados do Reino Unido são encorajadores e "podem ajudar a justificar a decisão do governo de não ampliar as restrições a reuniões sociais durante o Natal na Inglaterra", disse ele.

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