Dados da África do Sul sobre Ômicron não devem ser extrapolados, diz CDC africano

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John Nkengasong, chefe do Centro de Controle de Doenças da África, durante entrevista à Reuters na sede da entidade em Adis Abeba, na Etiópia

(Reuters) - Dados da África do Sul que levam a crer que a variante Ômicron do coronavírus é de 70% a 80% menos agressiva do que a Delta não deveriam ser extrapolados para todos os países, alertou o chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC) nesta quinta-feira.

Um estudo sul-africano publicado na quarta-feira mostrou que pessoas diagnosticadas com a Ômicron no país em outubro e novembro têm uma probabilidade 80% menor de serem internadas em hospitais do que aquelas diagnosticadas com outra variante no mesmo período.

"Deveríamos interpretar os dados da África do Sul com muita cautela", disse John Nkengasong, diretor do CDC africano, em um briefing virtual à mídia. "Estamos nos primeiros dias e a prática de saúde pública é local."

"Vamos tomar o cuidado de não extrapolar o que estamos vendo na África do Sul em todo o continente, ou em todo o mundo", acrescentou.

Ele disse que fatores como a idade média dos jovens da população sul-africana podem estar desempenhando um papel no que está sendo observado no país e que taxas de vacinação díspares entre países também podem estar provocando resultados diferentes.

Dois estudos do Reino Unido também apresentam indícios de que o risco de hospitalização é menor com a Ômicron, embora em grau menor.

Um estudo do Imperial College de Londres mostrou que o risco de hospitalizações de Ômicron é de 40% a 45% menor na comparação com a variante Delta. Já na Escócia, um risco de hospitalizações menor também foi constatado em uma análise de dados iniciais.

(Por Estelle Shirbon e James Macharia Chege)

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