Dados da Índia indicam disseminação desenfreada da Covid em dia de recorde de mortes

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Covid-19 em Bengaluru

Por Manas Mishra e Tanvi Mehta

BENGALURU (Reuters) - Quase dois terços das pessoas examinadas na Índia revelaram exposição à Covid-19, disse uma rede de laboratórios particulares nesta quarta-feira, indicando uma disseminação desenfreada do vírus no momento em que o número diário de mortes atingiu o recorde de 4.529.

A Índia relatou 267.334 infecções diárias novas nesta quarta-feira, o que eleva seu total para 25,5 milhões, cifra só inferior à dos Estados Unidos, e 283.248 mortes, como mostraram dados do Ministério da Saúde.

Há meses nenhum lugar do mundo é atingido tão duramente pela pandemia quanto a Índia – uma nova variante descoberta no país provocou uma disparada de mais de 400 mil infecções novas por dia.

Só os EUA tiveram um número diário de mortes pior: 12 de fevereiro, quando 5.444 vidas foram perdidas, segundo um monitoramento da Reuters.

Como hospitais e crematórios estão superlotados e o sistema de saúde está sobrecarregado, muitos creem que as cifras oficiais subestimam muito o impacto real da epidemia, e alguns especialistas dizem que infecções e mortes podem ser entre 5 e 10 vezes maiores.

Há temores de que a nova variante altamente infecciosa esteja fora de controle e que muitos casos não estejam sendo relatados por falta de exames, particularmente no vasto interior do país.

Dados da Thyrocare, uma rede de laboratórios particulares, parecem confirmar estes temores, mostrando que 63,5% das pessoas tiveram diagnóstico positivo de anticorpos da Covid-19 em média nos últimos sete dias – mais do que os 45% do mês passado.

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