Dados de inteligência do TSE não apontam risco para eleições

BRASÍLIA, DF, 01.07.2022 - ALEXANDRE-MORAES - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Alexandre de Moraes, durante sessão que negou o registro de candidatura de Roberto Jefferson (PTB) à Presidente da República, nesta quinta-feira (1º). (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 01.07.2022 - ALEXANDRE-MORAES - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Alexandre de Moraes, durante sessão que negou o registro de candidatura de Roberto Jefferson (PTB) à Presidente da República, nesta quinta-feira (1º). (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apesar da polarização e de episódios de violência política registrados, os setores de inteligência e segurança que trabalham em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não vislumbram riscos para a realização das eleições no dia 2 de outubro.

Não estão descartados incidentes isolados, mas não há nada de concreto até o momento que aponte para motins ou qualquer outro tipo de evento com potencial de comprometer a realização da votação. Não há indícios também de ameaça aos trabalhos dos servidores nos cartórios eleitorais, nem aos mesários.

Essas informações vêm sendo coletadas pelas secretarias de segurança nos estados, pela PF (Polícia Federal) e pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que estão em constante contato com o TSE.

O que se percebe até agora, inclusive com base em publicações em redes sociais, é que os ataques à Justiça Eleitoral têm sido personalizados no ministro Alexandre de Moraes, presidente da corte. Ele já conta com um aparato de segurança própria reforçado.

Isso não significa que a operação este ano transcorrerá com o mesmo planejamento de segurança das eleições anteriores. Medidas já estão sendo tomadas para reduzir ao mínimo esse risco, como a vedação do porte de arma próximo às seções eleitorais 48 horas antes da realização do pleito.

A tensão maior está na apuração, quando, insatisfeitos com o resultado, grupos podem se mobilizar e protestar. Esse é um risco, afirmam fontes que participam do planejamento, identificado tanto em grupos da direita quanto da esquerda.