Dados sobre aumento da fome preocupam campanha de Bolsonaro

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.05.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de sanção do projeto de lei Henry Borel, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.05.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de sanção do projeto de lei Henry Borel, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Dados divulgados nesta semana sobre a fome no Brasil acenderam um alerta na campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Atualmente, 33 milhões de pessoas passam fome no país, de acordo com 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, feito pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) e executado pelo Instituto Vox Populi.

Em 1993, eram 32 milhões de pessoas nessa situação, segundo dados semelhantes do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) –​a população brasileira então era 27% menor que a de hoje.

De acordo com auxiliares de Bolsonaro, a menos de quatro meses das eleições e com o calendário eleitoral impedindo a concessão de benefícios e o lançamento de programas, o governo está de mãos atadas para reverter um quadro tão grave.

A alternativa será reforçar a linha já adotada pelo presidente de culpar o isolamento social implementado durante a pandemia de coronavírus e empurrar a responsabilidade para governadores e prefeitos.

Mas a preocupação resiste, já que uma das marcas do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal oponente, foi o Fome Zero.

Em 2014, o PT afirmou em sua propaganda eleitoral que a então candidata à Presidência Marina Silva (Rede) ia tirar comida do prato dos brasileiros ao dar autonomia ao Banco Central e a estratégia é apontada como um dos principais fatores do derretimento dela nas pesquisas.

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