Dallagnol lança vaquinha e faz promessas eleitorais: 'direito cidadão de ter arma'

Em site, ex-procurador Deltan Dallagnol (PODE) lista intenções eleitorais. Foto: HEULER ANDREY/AFP/Getty Images.
Em site, ex-procurador Deltan Dallagnol (PODE) lista intenções eleitorais. Foto: HEULER ANDREY/AFP/Getty Images.
  • Ex-Lava Jato quer contribuir ao combate à corrupção

  • Dallagnol defende porte de armas ao mesmo tempo que quer promover 'compaixão'

  • Pré-candidato afirma que irá "mudar" o sistema eleitoral brasileiro

Deltan Dallagnol (PODE-PR), ex-procurador da República, divulgou nesta segunda-feira (6) uma vaquinha para financiar sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados. No texto da vaquinha, Dallagnol priorizou a defesa do "direito de o cidadão ter arma em casa para defender sua família", ao mesmo tempo que diz promover a "compaixão"

Dallagnol, que foi relator da Lava-Jato, também atribuiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a culpa por “minar” o combate à corrupção. O ex-procurador também diz querer mudar o sistema eleitoral brasileiro.

A vaquinha quer arrecadar R$ 300 mil em cinco meses. Até agora, atingiu 8% da meta, após 256 doadores depositarem cerca de R$ 25 mil.

Dallagnol diz que irá “levar a Lava Jato ao Congresso Nacional”, além de prometer acabar com o foro privilegiado, o fundo eleitoral, diminuir o número de partidos e “combater a pedofilia, as drogas e todo tipo de violência”, entre outras promessas eleitorais.

O pré-candidato também quer restabelecer a prisão em segunda instância. A mudança da regra pelo STF permitiu a saída do ex-presidente Lula da prisão.

Recentemente, o ex-procurador foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a indenizar o petista em R$ 75 mil por danos morais por conta da apresentação de Powerpoint usada para sugerir que Lula fosse líder de uma organização criminosa. O caso foi anulado pelo STF em abril do ano passado, após entendimento de que a Lava Jato não tinha competência para julgar o ex-presidente.

Segundo regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o financiamento coletivo para pré-campanhas estava autorizado desde o dia 15 de maio.

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