Damares Alves defende que menina de 10 anos estuprada deveria ter feito cesárea, não aborto

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BRASILIA, BRAZIL - JULY 29: Brazilian Minister of Women, Family and Human Rights, Damares Alves gestures during launch of the Rural Women Campaign amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Palacio do Planalto on July 29, 2020 in Brasilia. Brazil has over 2.483,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 88,539 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Ministra Damares Alves esteve no programa "Conversa com Bial", da Rede Globo (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmou que a criança de 10 anos que passou por um processo de interrupção voluntária da gravidez deveria ter tido o filho e feio uma cesárea. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Pedro Bial, no programa “Conversa com Bial”, da Rede Globo.

"Eu acredito que o que estava no ventre daquela menina era uma criança com quase seis meses de idade e que poderia ter sobrevivido. Discordo do procedimento do doutor Olímpio, mas discordo de tudo o que aconteceu em torno dessa criança", opinou.

A menina de 10 anos era estuprada desde os 6 anos. O principal suspeito de cometer o crime é um tio da vítima, que está preso. Criada pela avó, a criança vivia no Espírito Santo, mas no estado, o hospital de referência se recusou a fazer o procedimento. O aborto em casos de estupro está previsto por lei. O procedimento foi autorizado pelo juiz Antonio Moreira Fernandes, da Vara de Infância e Juventure de São Mateus.

Damares Alves disse no Conversa com Bial que o parto deveria ter sido antecipado, feito duas semanas depois da data quando a gravidez foi interrompida. “Mais duas semanas e poderia ter sido feito uma cirurgia cesárea nessa menina, tiraria a criança, colocaria em uma incubadora e se sobrevivesse, sobreviveu. Se não, teve uma morte digna.”

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A menina teve de ir ao Recife para passar pela interrupção da gravidez. Tanto a vítima quando o médico que realizou o procedimento, Olímpio Moraes Filho, foram hostilizados por extremistas religiosos.

Informações como nome da criança e endereço do hospital foram divulgadas nas redes sociais por Sara Giromini, extremista de direita e ex-funcionária do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Há suspeita de que os dados tenham sido vazados por outros assessores da pasta.

Damares negou: "A nossa equipe foi à cidade com um deputado estadual e as três reuniões que fizemos lá foram com muitas pessoas juntas na delegacia, no Conselho Tutelar e na Secretaria de Ação Social. Em momento algum os profissionais disseram para os nossos técnicos o nome dessa menina".

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