Damares Alves pede que ministério da Justiça investigue vazamento de dados de criança estuprada

Brazil's Minister of Women, Family and Human Rights, Damares Alves attends a news conference, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil April 13, 2020. REUTERS/Adriano Machado
Brazil's Minister of Women, Family and Human Rights, Damares Alves attends a news conference, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil April 13, 2020. REUTERS/Adriano Machado

A ministra Damares Alves, pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, pediu para que o Ministério da Justiça e Segurança Pública investigue o vazamento dos dados da menina de 10 anos que realizou um procedimento de interrupção de gravidez. A criança era estuprada pelo tio, que está preso.

Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, no ofício, a ministra argumenta que o vazamento fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, além do Código Penal. Por isso, Damares quer que a Polícia Federal investigue o caso e que haja uma articulação com a Polícia Judiciária do Espírito Santo, estado onde mora a vítima.

No último domingo, a extremista Sara Giromini, autodeclarada Sara Winter, divulgou dados da criança, como nome e hospital em que estava internada para realizar o procedimento. A Justiça do Espírito Santo determinou que os posts fossem excluídos e as contas dela no Twitter e no YouTube foram apagadas.

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Com o endereço, extremistas religiosos foram até o hospital onde a criança estava para tentar impedir o aborto.

O caso está em segredo de justiça. Se Sara Giromini teve acesso às informações, alguém vazou os dados da criança. Um grupo de advogados ainda pediu ao STF para que seja determinada a prisão preventiva dela.

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De acordo com o UOL, Damares disse que o ministério está “trabalhando para garantir que todas as providências para o esclarecimento dos fatos sejam tomadas”.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) relatou pelas redes sociais que Soraya Manato (PSL-ES) admitiu em plenário, na última terça-feira, 18, que teve acesso aos laudos da menina e divulgou dados como tempos de gestação e peso do feto. Segundo a jornalista Mônica Bergamo, a deputada do PSL não revelou de quem recebeu o laudo, mas disse que nunca viu Sara Giromini.