Damares diz acompanhar caso de idoso estuprado em hospital de campanha de Natal

Louise Queiroga
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A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves, anunciou nesta quinta-feira, dia 7, que vai acompanhar o caso de um idoso de 91 anos que foi estuprado no hospital de campanha de Natal na quarta-feira. A declaração foi publicada no Instagram, em que Damares compartilhou captura de tela de notícia do EXTRA e mostrou-se indignada com o crime.

"ENTENDEM AGORA MINHA AFLIÇÃO?", escreveu em caixa alta no início da postagem. "Estou denunciando o tempo o estupro de idosos no Brasil. Entendem agora um dos motivos da Operação Vetus quando prendemos centenas de agressores. Já fiz contato com nossa equipe em Natal e vamos cuidar deste idoso e acompanhar o processo criminal. Que Deus nos força e sabedoria".

O caso também repercutiu nas redes sociais entre internautas, que deixaram comentários de revolta, principalmente pedindo justiça.

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) emitiu uma nota de repúdio ao episódio nesta quinta-feira, dia 7, em que informa que uma avaliação médica teria constatado que o crime foi consumado e lamenta profundamente pelo ocorrido.

A vítima, internada com Covid-19 foi abusada sexualmente por outro paciente, também testado positivo para a doença, de acordo com a Polícia Militar, que identificou o agressor como um homem de 37 anos. O suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a ala de Covid-19 do Hospital Walfredo Gurgel, na Zona Leste da capital, de acordo com agentes da Central de Flagrantes.

"É uma das mais profundas desumanidades abusar de alguém que não tem mesmo uma condição de reagir e está submetido aos cuidados", declarou Kelly Jane, diretora do Sindsaúde/RN, acrescentando existir "um grande déficit de profissionais no município, contribuindo com a sobrecarga de trabalho, quando muitas vezes um servidor da saúde fica responsável por dez pacientes em um único plantão".

"Reivindicamos mais segurança no hospital e nas demais unidades de saúde, punição ao agressor e que a prefeitura convoque o cadastro de reserva", conclui.