Damares diz que governo vai intervir em tribos indígenas que enterram crianças

Debora Álvares
Brazilian Minister of Women, Family and Human Rights, Damares Alves gestures during an interview with AFP in Brasilia, Brazil, on October 21, 2019. 

“Infelizmente no Brasil crianças foram deixadas para trás. A Amazônia é o pior lugar do Brasil para ser criança. Crianças da Amazônia foram deixadas para trás. Crianças de povos tradicionais foram deixadas para trás”. A afirmação é da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, nesta sexta-feira (15), ao fim de uma reunião no Palácio do Planalto em que se discutiu um plano de ação do governo para a primeira infância.

Esta não é a primeira vez que Damares destaca a intenção do governo Jair Bolsonaro em intervir diretamente na tradição das chamadas populações tradicionais, especialmente, indígenas. 

Ao participar da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento conservador importado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) dos Estados Unidos, e que aconteceu em São Paulo nos dias 11 e 12 de outubro, a ministra já havia verbalizado essa proposta: “O povo que estava aí no poder [PT] dizia: ‘a gente não pode salvar essas crianças, porque é cultura’. Hipócritas! Enquanto deixarmos os índios matarem suas crianças, eles serão um povo reduzido, pequeno. É isso o que eles queriam. Um povo triste, reduzido e pequeno.”

Na ocasião, ainda mencionou um exemplo: “Quando uma mãe enterra uma criança viva… O ritual é feito pela mãe. Você consegue imaginar a dor de uma mãe que seu filhinho nasce surdo e, em nome da cultura, o pajé manda enterrar ele vivo? Essa mãe nunca mais é a mesma.”

No início deste mês, ela postou em suas redes sociais um vídeo, em que destaca haver entre 10 a 20 povos no Brasil “que enterram suas crianças por motivação cultural”. “Venham construir essa nação”. 

Nesta sexta, Damares ressaltou o que vem dizendo: “O presidente Bolsonaro mandou o recado: nenhuma criança no Brasil vai ficar para trás. Nós vamos fazer o trabalho...

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