Dança das cadeiras em cargos da Prefeitura traz de volta à Câmara vereador que foi investigado no caso Marielle

Luiz Ernesto Magalhães; Lucas Altino
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RIO — Após anúncio do prefeito Eduardo Paes de promover o vereador Felipe Michel (PRO) à secretário de Cidadania, seu suplente Marcelo Siciliano (PP), que foi investigado no assassinato da vereadora Marielle, retorna à Câmara Municipal. Ocorrida após a eleição dos novos conselheiros do Tribunal de Contas do Município (TCM), a decisão de Paes causou uma dança das cadeiras. O recém-eleito conselheiro do TCM Thiago K Ribeiro (DEM), que era líder do governo na Câmara, terá seu cargo entregue a Átila Alexandre, ex titular da Secretaria Especial de Cidadania. Assim, Michel ocupa a pasta e Siciliano assume sua vaga na Casa.

Também aprovado como conselheiro do TCM, David Carlos Pereira Neto deixa a chefia do Gabinete do Prefeito. Quem assume sua posição no executivo municipal será o ex-procurador Geral, Dr. Fernando Dionísio. A aprovação dos três novos conselheiros do TCM: Bruno Maia de Carvalho, Thiago K. Ribeiro e David Carlos Pereira Neto foi publicada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira.

O vereador Marcelo Siciliano chegou a ser acusado de envolvimento com a morte da vereadora Marielle Franco, linha de investigação depois descartada. Siciliano não conseguiu se reeleger nas últimas eleições, ficando com a suplência de Michel. Ambos tem sua base eleitoral em Jacarepaguá.

Em seu segundo mandato, Michel se elegeu ainda na gestão do ex-prefeito Marcello Crivela. À época, ele se licenciou da Câmara para assumir junto a mais seis vereadores uma nova secretaria criada pelo pastor, que sofria ameaça de impeachment.

Ao tomar posse na Secretaria de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos, o vereador prometeu ser um"soldado" do pastor. No entanto, sua participação à frente da pasta gerou conflitos com seus pares, que pediram a saída de Michel do cargo. Segundo os outros seis vereadores, Michel participava de eventos e tomava decisões sem consultá-los.