Dandara Mariana: 'Não podemos naturalizar a morte de jovens em comunidades'

Dandara Mariana em clique para livro do fotógrafo Aderi Costa

Na liderança do quadro "Dança dos Famosos", a atriz Dandara Mariana tem apenas nove horas por semana para aprender uma nova coreografia e brilhar no palco. "Neste domingo, vamos de samba. Já estou bem passista", comenta Dandara. "Tem o samba no pé, que flui, com o qual tenho intimidade. Mas vamos mostrar o de gafieira, que não é nada fácil. Fico sempre bem nervosa. Chegamos ao estúdio às 10h30 e vivemos esta adrenalina o dia inteiro", conta a atriz. "Todo domingo faço um teste para cardíaco", diz ela, em tom de brincadeira.

Além do "Dança", a atriz se prepara para o Festival do Rio. O filme "Intervenção", no qual ela interpreta uma assistente social, vai ser exibido na terça-feira, no Cine Odeon. "O longa fala sobre as UPPs e sobre a relação da polícia com jovens de comunidades. É um momento importante para a gente refletir sobre este assunto. Espero que gere debates", analisa Dandara. "A polícia deveria trazer proteção e segurança, mas o que vem acontecendo é o inverso. Não podemos naturalizar a morte de jovens em comunidades", emenda a atriz. "Minha personagem é uma defensora dos direitos humanos, que denuncia o que considera arbitrário."

Para Dandara, estar no Festival do Rio neste ano "é uma questão de resistência". "Estou feliz em fazer parte com um filme de cunho político", conclui.

Se 2019 está terminando a mil, o ano que vem também promete ser de muito trabalho. Ela está escalada para a próxima novela das sete, "Salve-se quem puder", e é uma das 130 personalidades retratadas no livro do fotógrafo Aderi Costa, com previsão de lançamento em fevereiro. "Na novela, vou viver um triângulo amoroso com os personagens de Deborah Secco e João Baldasserini."