Daniela Arbex acusa ex-editora de publicar seus livros sem autorização

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  • Daniela Arbex
    Jornalista brasileira

RIO —Uma das principais autoras de não ficção do país, Daniela Arbex alega que seus livros estão sendo publicados sem autorização pela Geração Editorial, sua ex-editora. Em um post publicado em seu perfil de Instagram na quarta-feira, 5, ela afirmou que tomou medidas judiciais contra supostas edições “piratas” e “desatualizadas” de títulos como “Holocausto Brasileiro” e “Cova 312”.

Em 2018, a escritora rompeu seu contrato com a Geração por divergências em relação a pagamentos de direitos autorais e, no ano seguinte, passou a ter todas as suas obras publicadas pela Intrínseca. Porém, segundo ela, a Geração teria continuado a vender antigas edições de seus livros, mesmo com a proibição da justiça. Além disso, Arbex também supõe que a editora esteja reimprimindo exemplares de seus títulos já esgotados.

Proprietário da Geração, Luiz Fernando Emediato disse ao GLOBO que, desde o rescisão do contrato, as obras não tiveram novas tiragens.

— Nosso sistema está aberto para a justiça verificar se imprimimos algum livro dela desde 2018 — diz o editor.

De acordo com Mauricio Lopes de Oliveira, advogado de Arbex, essa verificação será feita pelo perito do Juízo.

— Uma gráfica, devidamente intimada pelo Poder Judiciário, pronunciou-se já nos autos declarando ter impresso 50 mil exemplares — diz ele ao GLOBO.

Arbex ganhou projeção nacional com a publicação de "Holocausto brasileiro" (2017), que teve 21 edições pela Geração, com 130 mil livros impressos e vendidos. Emediato afirma que o livro está esgotado em seu estoque e que a editora retirou o e-book do mercado.

Porém, admite que o mesmo não acontece com “Cova 312”. Lançado na esteira do sucesso de "Holocausto Brasileiro", o livro não cumpriu as expectativas e acabou não esgotando a sua única impressão de 20 mil exemplares. O editor assegura que tem direitos contratuais de continuar vendendo a obra até o estoque se esgotar.

Emediato diz ainda que o fato de antigas impressões de "Holocausto" estarem circulando no mercado não significa que "seja a editora a vender o livro".

— Daniela Arbex é uma autora experiente e deveria saber que as livrarias fazem consignações e compras dos livros, e ao longo dos anos vai vendendo estas edições. Tem exemplar da Geração do "Holocausto" em livraria? Tem. Se uma livraria comprou 300 livro há três anos atrás e não vendeu, continua lá.

Arbex e a Geração Editorial começaram a ter atritos depois que a editora atrasou pagamentos de direitos autorais e a escritora passou a suspeitar da sua prestação de contas. Após a ruptura definitiva, a Geração parou de pagar Arbex. Emediato explica que a editora aguarda decisão judicial para o caso e conta que envia prestações atualizadas judicialmente. Ele se diz "decepcionado" com a autora que revelou para o mercado.

Já Lopes de Oliveira estima que Arbex tem mais de 200 mil reais a receber em direitos autorais que não lhe foram pagos.

— Há uma ação de exibir contas e um perito foi nomeado pelo juiz para apurar o valor devido — explica.

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