Danilo vai na contramão da nova geração da seleção com yoga, leitura e redes limitadas

Turim, Itália Apesar de ter apenas 31 anos, Danilo vai na contramão da nova geração que começa a tomar conta da seleção brasileira em termos de hábitos fora de campo. Antes do início da Copa do Mundo, o lateral-direito confessou certa preocupação com o uso excessivo de redes sociais, e indicou a leitura e a yoga como dois caminhos importantes para que os atletas, ou qualquer pessoa, mantenham a concentração e a saúde do corpo e da mente.

— Nem tudo que se fala e se passa nas redes sociais acontece, a vida real é muito mais legal; Vale para passar a mensagem, falar sobre o que acha que pode mudar, mas de forma exagerada pode tirar do foco da Copa. Esse foco tem que ser maior do que em outros momentos — alertou Danilo.

Jogador da Juventus de Turim há três anos e há dez na Europa, o titular do Brasil ainda se arrisca na escrita nas horas vagas, muito mais do que se dedica ao uso do celular. E usou uma analogia que rabiscou no papel para explicar seu atual momento na seleção depois de perder a Copa de 2018 por conta de duas lesões. Danilo criou a narrativa de um personagem que avistava um arco-íris no topo da montanha. Mas que para chegar até ela precisava enfrentar o mau tempo, e quando chegava, o arco-íris não estava mais lá, havia sumido.

— Mas a vista era mais bonita. Fiquei fora em alguns momentos, lesão me tirou de duas Copas Américas também. Esperava mais jogos, mais títulos. Mas esse último ciclo me presenteou com muitos minutos, jogos legais. A vista agora é bem bacana — reconheceu o jogador, mais confiante mental e fisicamente.

Na yoga que pratica em sua casa, a 12 minutos do CT do clube, pensa não no benefício para o atleta apenas, mas para o Danilo pai, que compartilha com os filhos, para quem tenta passar os ensinamentos de vida que aprendeu com o pai, seu José Luiz, ex-caminhoneiro.

— A yoga, as terapias, é uma preparação de vida. O futebol demanda muito da gente, e isso é um mecanismo que nos faz desconectar um pouco, ver que existe um corpo ali além do futebol.