Das 10 maiores audiências de lives de 2020, sete foram de artistas brasileiros

Luccas Oliveira

RIO — Tem sido assim desde março, com o isolamento para frear a pandemia. A busca pela grade de lives do dia virou parte da rotina de milhões de pessoas. Mas o que começou em versão voz, violão e redes sociais, com festivais como o #tamojunto, do GLOBO, ganhou ares de superprodução com artistas populares no YouTube. Eles trouxeram recordes de audiência e, de quebra, revelaram uma preferência nacional: das dez maiores lives da história do YouTube, todas realizadas desde abril deste ano, sete são brasileiras. Pode comemorar, torcedor canarinho: a taça da live é nossa.

'Brasileiro ouve música brasileira'

O ranking é liderado por sertanejos: Marília Mendonça, que amealhou 3,3 milhões de acessos em 8 de abril, é seguida de Jorge & Mateus, com 3,2 milhões quatro dias antes. Somente a transmissão de Andrea Bocelli de Páscoa (3º lugar) e duas “lives” com shows antigos do fenômeno do k-pop BTS (7º e 10º) destoam na supremacia brasileira.

É visível, pela quantidade semanal de lives anunciadas, que a indústria musical brasileira rapidamente enxergou nas transmissões com produção caprichada uma forma de compensar a falta de shows. Afinal, em termos de consumo de artistas locais, o Brasil também é campeão.

— No mundo digital, o Brasil é um continente. É top 3 de consumo em todos os principais serviços digitais do mundo — explica Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil, gravadora de Post Malone e Sandy & Junior (5º no ranking, com mais de 2,5 milhões de acessos). — Alguns fatores explicam o fenômeno das lives: o consumo de música local no país é um dos maiores do planeta, 70% do mercado. Brasileiro ouve música brasileira. E a taxa de engajamento aqui é enorme.

Leia a matéria completa e veja o ranking das dez maiores lives da história.