Das calcinhas aos copinhos: alternativas ao absorvente descartável ajudam a economizar

Stephanie Tondo
·3 minuto de leitura
Foto: Divulgação

O uso de absorventes descartáveis revolucionou a vida das mulheres, que passaram a ter mais liberdade durante o período menstrual. Apesar de não ser dos produtos mais caros, esse artigo de higiene também não é barato, considerando a quantidade usada pelas mulheres ao longo da vida: cada absorvente custa em média R$ 0,60, o que gera um gasto de R$ 6 mil ao fim da idade fértil, segundo um cálculo da empresa Korui. Nesse período, a estimativa é que se tenha gerado também 150kg de lixo.

Mas se a praticidade do produto descartável foi o que conquistou as mulheres há décadas atrás, a busca agora tem sido por sustentabilidade e economia. Nos últimos anos tem crescido a demanda pelas calcinhas absorventes, além dos itens de pano e dos copinhos (ou coletores).

Lançada em agosto de 2017, a marca de calcinhas menstruais Pantys viu a procura pelos produtos aumentar a cada ano, chegando a 200% durante a pandemia.

— O aumento na procura foi gradativo. Afinal, fomos a primeira marca de calcinhas absorventes do Brasil, então precisamos desmistificar diversos tabus que rondavam o assunto. Para romper todas essas barreiras, investimos em conteúdo e informação. Dia a dia inovamos e trouxemos novas tecnologias e parcerias para nossas consumidoras, como: tecido biodegradável, etiqueta carbono 0 e a certificação, não necessária para esta categoria — explicam as sócias Emily Ewell e Maria Eduarda Camargo.

Segundo elas, com o uso das calcinhas é possível reduzir até 500 absorventes descartáveis por ano, que equivalem a R$ 400 e 4kg de lixo.

Integrante do time de "caçadores de ofertas" do "Qual oferta" — plataforma dos jornais EXTRA, O Globo e Expresso que reúne, no impresso e no digital, as melhores promoções de supermercados, drogarias e lojas de departamento de Rio e Grande Rio — Vivian Marcelle conta que conheceu as alternativas aos absorventes descartáveis por causa da irmã, que é vegana e adepta a um estilo de vida mais sustentável.

— Ela economiza bastante! Eu uso também, e acho confortável, mas não exclusivamente, porque o absorvente descartável ainda é mais prático, já que não precisa ser lavado — explica.

O ideal é que a mulher interessada nesses produtos busque aquele que mais se adapte à sua rotina. O copinho, por exemplo, que é inserido como um absorvente interno, precisa ser lavado de duas a três vezes por dia. E é recomendado que, ao final do ciclo, seja fervido em uma panelinha específica para isso.

Os absorventes de pano têm uso parecido com os modelos descartáveis, com troca recomendada a cada seis horas. Mas como eles não serão jogados fora depois, é preciso que a mulher o guarde em uma bolsinha impermeável até que ele possa ser lavado.

Já as calcinhas absorventes devem ser trocadas sempre que a mulher sentir que está úmida. O tempo varia de acordo com cada calcinha, já que os modelos suportam fluxos diferentes. A lavagem pode ser feita na máquina, mas é preciso enxaguar antes.

As calcinhas absorventes da Pantys duram em média 50 lavagens (aproximadamente dois anos) com toda funcionalidade antibacteriana. Após os dois anos, as calcinhas vão perdendo a funcionalidade aos poucos e podem ser usadas como calcinhas normais. Os preços variam de R$ 59 (calcinha básica, fluxo moderado) a R$ 109 (shortinho, recomendado para usar à noite e com fluxo intenso).

O absorvente de pano (entre R$ 26 e R$ 39) dura de três a seis anos, tem um tecido impermeável, abas com botão e a parte interior marrom, o que evita manchas. Já o coletor menstrual da marca custa R$ 86, pode ser usado por até 12 horas contínuas e dura anos. A marca também tem calcinhas absorventes, por R$ 86.

O prazo de validade do coletor menstrual Inciclo é de 3 anos a partir da data da sua fabricação. Os dados de lotes e validade estão impressos nos rótulos do produto. O coletor custa R$ 84,80.