Das calcinhas aos copinhos: alternativas ao absorvente descartável ajudam a economizar

Stephanie Tondo
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Divulgação

O uso de absorventes descartáveis revolucionou a vida das mulheres, que passaram a ter mais liberdade durante o período menstrual. Apesar de não ser dos produtos mais caros, esse artigo de higiene também não é barato, considerando a quantidade usada pelas mulheres ao longo da vida: cada absorvente custa em média R$ 0,60, o que gera um gasto de R$ 6 mil ao fim da idade fértil, segundo um cálculo da empresa Korui. Nesse período, a estimativa é que se tenha gerado também 150kg de lixo.

Mas se a praticidade do produto descartável foi o que conquistou as mulheres há décadas atrás, a busca agora tem sido por sustentabilidade e economia. Nos últimos anos tem crescido a demanda pelas calcinhas absorventes, além dos itens de pano e dos copinhos (ou coletores).

Lançada em agosto de 2017, a marca de calcinhas menstruais Pantys viu a procura pelos produtos aumentar a cada ano, chegando a 200% durante a pandemia.

— O aumento na procura foi gradativo. Afinal, fomos a primeira marca de calcinhas absorventes do Brasil, então precisamos desmistificar diversos tabus que rondavam o assunto. Para romper todas essas barreiras, investimos em conteúdo e informação. Dia a dia inovamos e trouxemos novas tecnologias e parcerias para nossas consumidoras, como: tecido biodegradável, etiqueta carbono 0 e a certificação, não necessária para esta categoria — explicam as sócias Emily Ewell e Maria Eduarda Camargo.

Segundo elas, com o uso das calcinhas é possível reduzir até 500 absorventes descartáveis por ano, que equivalem a R$ 400 e 4kg de lixo.

Integrante do time de "caçadores de ofertas" do "Qual oferta" — plataforma dos jornais EXTRA, O Globo e Expresso que reúne, no impresso e no digital, as melhores promoções de supermercados, drogarias e lojas de departamento de Rio e Grande Rio — Vivian Marcelle conta que conheceu as alternativas aos absorventes descartáveis por causa da irmã, que é vegana e adepta a um estilo de vida mais sustentável.

— Ela economiza bastante! Eu uso também, e acho confortável, mas não exclusivamente, porque o absorvente descartável ainda é mais prático, já que não precisa ser lavado — explica.

O ideal é que a mulher interessada nesses produtos busque aquele que mais se adapte à sua rotina. O copinho, por exemplo, que é inserido como um absorvente interno, precisa ser lavado de duas a três vezes por dia. E é recomendado que, ao final do ciclo, seja fervido em uma panelinha específica para isso.

Os absorventes de pano têm uso parecido com os modelos descartáveis, com troca recomendada a cada seis horas. Mas como eles não serão jogados fora depois, é preciso que a mulher o guarde em uma bolsinha impermeável até que ele possa ser lavado.

Já as calcinhas absorventes devem ser trocadas sempre que a mulher sentir que está úmida. O tempo varia de acordo com cada calcinha, já que os modelos suportam fluxos diferentes. A lavagem pode ser feita na máquina, mas é preciso enxaguar antes.

Conheça as opções

Pantys

As calcinhas absorventes da Pantys duram em média 50 lavagens (aproximadamente dois anos) com toda funcionalidade antibacteriana. Após os dois anos, as calcinhas vão perdendo a funcionalidade aos poucos e podem ser usadas como calcinhas normais. Os preços variam de R$ 59 (calcinha básica, fluxo moderado) a R$ 109 (shortinho, recomendado para usar à noite e com fluxo intenso).

Korui

O absorvente de pano (entre R$ 26 e R$ 39) dura de três a seis anos, tem um tecido impermeável, abas com botão e a parte interior marrom, o que evita manchas. Já o coletor menstrual da marca custa R$ 86, pode ser usado por até 12 horas contínuas e dura anos. A marca também tem calcinhas absorventes, por R$ 86.

Inciclo

O prazo de validade do coletor menstrual Inciclo é de 3 anos a partir da data da sua fabricação. Os dados de lotes e validade estão impressos nos rótulos do produto. O coletor custa R$ 84,80.