Das lágrimas no hino ao gol histórico: Cristiano Ronaldo domina repercussão na imprensa internacional

Cristiano Ronaldo atrai os holofotes. Desde o início da preparação de Portugal para a Copa do Mundo, pouco depois de uma entrevista bombástica do craque sobre situação no Manchester United, o principal assunto do país na preparação para o Mundial é CR7. E na estreia do país não foi diferente: a maioria dos jornais portugueses valorizaram o feito de "Cris", o primeiro jogador a marcar gols em cinco edições diferentes de Copa do Mundo.

Mas o protagonismo de Ronaldo já começou antes, na execução de hino nacional, quando o atacante quase foi às lágrimas. Esta será a última Copa do Mundo de Ronaldo. O jornal "A Bola" publicou a manchete "À beira das lágrimas" enquanto o diário "Record", também especializado em futebol, destacou "Grande emoção: Cristiano Ronaldo à beira das lágrimas ao cantar o hino".

O jornal também destacou a repercussão de um lance de Ronaldo contra Gana, uma disputa pelo alto em que o atacante, agora sem clube, sobe muito acima do adversário do país africano.

"O poder de impulsão é um atributo que Cristiano Ronaldo tem há muito tempo, mas o que parece impressionar os fãs de futebol é a sua capacidade para se manter no topo deste particular, mesmo aos 37 anos (e a caminho dos 38...)", afirmou o "Record".

O protagonismo de Ronaldo foi reforçado após o craque abrir o placar do jogo ao segundo tempo. O gol entrou para a história: com ele, CR7 se tornou o único jogador a marcar em cinco Copas diferentes. O jornal "Expresso" valorizou o feito, lembrando que o atacante ainda pode levar Portugal mais longe.

"Com o golo ao Gana feito de pênalti e no estádio batizado com o nome 974, o português é o primeiro futebolista a deixar golos em cinco Campeonatos do Mundo distintos, ligando a sua história mundialesca de Frankfurt, na Alemanha, onde marcou o primeiro, a Doha, no Catar, lugar que acolheu o seu oitavo golo - e 837.ª da carreira, número anormalmente próximo da quantidade de contentores que compõem o estádio que albergou a proeza, que usou esses retângulos de mercadoria como peças de lego", escreveu o Expresso.