Datafolha: 50% da população é contra impeachment de Bolsonaro; 46% é a favor

O Globo
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SÃO PAULO - O brasileiro está dividido em relação a um impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que 50% da população é contra a abertura de um processo contra o presidente na Câmara, enquanto 46% dos entrevistados disseram ser a favor.

O impeachment tem maior apoio entre mulheres (58% delas se declaram a favor da medida), quem ganha entre 5 e 10 salários mínimos (57%) e nordestinos (56%). Já a rejeição ao impedimento do presidente é mais defendida por moradores do Sul do país (59% deles são contra o impeachment), de evangélicos (59%) e empresários (81%).

As respostas oscilaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em relação à rodada anterior da pesquisa, feita em 20 e 21 de janeiro. Naquela ocasição, 53% dos entrevistados se declararam contra a medida, e 42% afrimaram que a Câmara deveria abrir um processo contra Bolsonaro.

Embora a Câmara dos Deputados tenha recebido dezenas de pedidos de abertura de impeachment nos últimos dois anos, principalmente após a pandemia do coronavírus, nem o ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nem o atual presidente, Arthur Lira (PP-PI), deram prosseguimento aos casos.

O Datafolha também perguntou se o entrevistado gostaria que Bolsonaro renunciasse. Agora, 50% disseram que não e 47%, que sim. Na pesquisa anterior, 51% foram contra a renúncia e 45% a favor — também oscilações dentro da margem.

O instituto ouviu 2.023 pessoas em 15 e 16 de março, por telefone.

Outra parte desta pesquisa, divulgada na terça-feira (16) já havia mostrado que cresceu a rejeição ao governo de Bolsonaro. Segundo o Datafolha, 54% avaliam como ruim ou péssima a atuação presidencial na crise sanitária. Em outro dado colhido pelo instituto, 44% reprovam o governo como um todo – eram 40% no fim de janeiro.

Em meio ao crescimento dos casos de mortes e internações por Covid-19, foi a primeira vez que mais da metade dos brasileiros rejeitaram a gestão do presidente.