Datafolha: 51% reprovam desempenho do Bolsonaro na pandemia

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RIO — O desempenho do presidente Jair Bolsonaro na resposta à pandemia do coronavírus é reprovado por pouco mais da metade dos entrevistados da última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira. De acordo com o levantamento, 51% consideram sua gestão na crise sanitária ruim ou péssima, enquanto 21% a consideram ótima ou boa — o menor índice de aprovação de Bolsonaro desde o início da pandemia.

Em comparação aos governadores, o presidente teve um desempenho pior nas pesquisas. Ainda que a reprovação de Bolsonaro tenha caído três pontos percentuais desde o levantamento feito em março, continua acima da média dos gestores estaduais, que são avaliados negativamente por 29% dos entrevistados. Aqueles que os avaliam positivamente somam 35%, e os que consideram regular, também 35%.

A aprovação de Bolsonaro oscilou um ponto percentual para baixo em relação à última pesquisa Datafolha. No levantamento atual, a porcentagem dos entrevistados que avaliam o desempenho do presidente como regular foi de 27%, um aumento de três pontos em comparação à pesquisa de março.

Já a aprovação dos governadores, que era 34% em março, oscilou um ponto percentual para cima, se mantendo dentro margem de erro. A desaprovação, no entanto, caiu seis pontos percentuais, indo de 35% para 29%.

Quem também viu sua aprovação aumentar entre as pesquisas foi o Ministério da Saúde. Segundo o Datafolha, 30% dos entrevistados avaliaram o desempenho da pasta como ótimo ou bom, uma diferença de dois pontos percentuais para março; e aqueles que consideraram ruim ou péssimo somaram somara 32%, sete pontos a menos do que na última pesquisa. Os que consideraram regularam foram 37% — o índice era de 32%.

Uma das justificativas para a melhora na avaliação do ministério é a troca do comando da pasta. Em março, após a primeira pesquisa ter sido feita, o cardiologista Marcelo Queiroga substituiu o general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde.

A sondagem também apontou que Bolsonaro é visto como o principal culpado pela situação da crise sanitária por 39% dos entrevistados. Em segundo lugar aparecem os governadores, com 20%, seguidos pelos prefeitos, com 3%. De acordo com a pesquisa, 10% acharam que todos são culpados, e 3% que a população é a responsável. Aqueles que achavam que ninguém é o culpado somaram 9%, e outros 3%. Não sabem ou não responderam à pergunta, 6%.

Para a pesquisa, o instituto entrevistou presencialmente 2.071 pessoas, em 146 cidades, entre os dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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