Datafolha: Bolsonaro cresce entre eleitores com rendas 'vulneráveis'; Lula avança entre 'seguros'

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Enquanto as intenções de voto no presidente Jair Bolsonaro (PL) subiram de 19% para 24% entre os chamados vulneráveis, aqueles com baixa renda e instabilidade financeira, o ex-presidente Lula (PT) ultrapassou o adversário entre a população classificada como segura — com maior renda e estabilidade. De acordo com a pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo no final de julho, o petista avançou de 35% para 40% nesta categoria.

O Datafolha apontou ainda que entre os eleitores da terceira via, os seguros e superseguros são os mais simpáticos aos dois principais candidatos alternativos à polarização. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O Datafolha apontou ainda que entre os eleitores da terceira via, os seguros e superseguros são os mais simpáticos aos dois principais candidatos alternativos à polarização. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Papel do Auxílio Brasil

Cerca de metade dos eleitores vulneráveis que apontam votar em Bolsonaro recebe o Auxílio Brasil ou mora com alguém beneficiado pelo programa de transferência de renda, que teve seu valor ampliado de R$ 400 para R$ 600 no período. A movimentação recente do presidente é mais significativa porque os vulneráveis são mais de um terço do eleitorado (35%), enquanto os seguros representam um quinto (20%).

O levantamento foi feito com 2.556 pessoas nos dias 27 e 28 de julho, portanto antes da saída de André Janones (Avante) da disputa, e levou em consideração a renda mensal do eleitor e tipo de ocupação. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para os vulneráveis, e cinco, para os seguros.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

Resilientes, amparados e superseguros

O Datafolha analisou ainda outros três grupos. Entre os resilientes, que assim como os vulneráveis ganham até dois salários mínimos mensais, mas são financeiramente estáveis, 53% preferem Lula, contra 22% de Bolsonaro. Eles somam 17% dos eleitores, fatia que tem margem de erro de até cinco pontos.

Os chamados amparados, com renda instável, porém mais alta (acima de dois salários), agora se dividem entre os dois candidatos. No mês anterior, o petista estava numericamente à frente, com 42% contra 37%, mas agora ambos têm 38%. Esse segmento corresponde a 18% do total e tem margem de cinco pontos.

Já os superseguros, estáveis e ainda mais ricos (acima de cinco salários mínimos), representam 8% do eleitorado e são os únicos que ainda preferem Bolsonaro. O presidente, porém, permaneceu no mesmo patamar (42%), enquanto Lula reduziu a diferença ao oscilar de 30% para 34% — a margem é de sete pontos.

O Datafolha apontou ainda que entre os eleitores da terceira via, os seguros e superseguros são os mais simpáticos aos dois principais candidatos alternativos à polarização. Ciro Gomes (PDT) vai a 11% no primeiro grupo, e Simone Tebet (MDB) marca 7% no segundo, sua pontuação mais alta nesse recorte da pesquisa. Lula ainda lidera entre vulneráveis e Bolsonaro, entre super seguros.

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