Datafolha: Eleitor de Bolsonaro rejeita STF, mas não vê chance de golpe

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Eleitor de Jair Bolsonaro acredita que novos benefícios sociais não tem caráter eleitoreiro (Foto: Wang Tiancong/Xinhua via Getty Images)
Eleitor de Jair Bolsonaro acredita que novos benefícios sociais não tem caráter eleitoreiro (Foto: Wang Tiancong/Xinhua via Getty Images)

O eleitor médio do presidente Jair Bolsonaro (PL) não aprova o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Nacional: 46% avaliam que a atuação é ruim ou péssima. Ao mesmo tempo, não vê possibilidade de haver um golpe de Bolsonaro antes da eleição presidencial em outubro.

O perfil foi traçado a partir da última pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S. Paulo e feita em 27 e 28 de julho. O levantamento ouviu 2.556 pessoas acima de 16 anos em 183 cidades de todo o país e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01192/2022. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, os apoiadores de Bolsonaro são mais presentes e engajados nas redes sociais do que os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A maioria deles afirma que não tem receio de gerar discussões com amigos e familiares por questões políticas.

Sobre um possível golpe, nova a cada dez acreditam que isso não acontecerá. Em relação ao Auxílio Brasil, 66% dos bolsonaristas dizem que o aumento do valor do benefício de R$ 400 para R$ 600 foi feito para ajudar quem precisa, não por motivos eleitoreiros. Entre os que votam em Lula, 80% veem os novos benefícios como uma ação para ganhar votos.

O levantamento mostra também que, em comparação com a média, os eleitores de Bolsonaro são os que menos têm dificuldade para comprar alimentos: 53% não precisaram comprar sobras ou produtos perto do vencimento da validade; 66% disseram que a comida em casa foi suficiente. Entre os eleitores de Lula, o índice de pessoas com alimento o bastante para alimentar toda a família é de 48%.

A popularidade do presidente é maior entre homens, brancos, heterossexuais, evangélicos, pessoas mais velhas, mais ricas e mais escolarizadas.

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