Datafolha: eleitores de Ciro buscam Haddad e os de Alckmin preferem Bolsonaro

Marcello Dias/Futura Press

A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira (10) mostra que a maioria dos eleitores de Ciro Gomes (PDT) votarão em Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Mais da metade do eleitorado que optou por Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, no entanto, migrará o voto para Jair Bolsonaro (PSL). O capitão da reserva aparece 16 pontos à frente do petista em intenção de votos para o segundo turno.

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O levantamento, que considera apenas os votos válidos (ou seja, exclui abstenções, brancos e nulos), mostra que 75% dos eleitores de Ciro optam por Haddad no segundo turno — outros 25% são favoráveis a Bolsonaro.

O primeiro Datafolha para o segundo turno da disputa pelo Planalto mostra o deputado federal vitorioso com 58% da preferência do eleitorado em votos válidos, com vantagem de dezesseis pontos sobre o adversário Fernando Haddad (PT), que fica com 42%. Nos votos totais, Bolsonaro conta com 49% e Haddad com 36%; brancos e nulos representam 8% e eleitores indecisos ou que preferiram não responder somam 6%).

No caso dos eleitores de Alckmin, 58% afirmaram que votarão em Bolsonaro, enquanto 42% se manifestaram favoráveis ao petista. O eleitorado de João Amoêdo (Novo) que pretende migrar os votos para o militar representa maioria (73%) contra 27% que preferem Haddad. Já quem optou por Marina Silva (Rede) no primeiro turno acaba demonstrando maior preferência ao PT (67% ficam com Haddad contra 33% que votariam em Bolsonaro).

O levantamento foi feito na própria quarta, com 3.235 entrevistas presenciais em 227 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Ele foi registrado no TSE com o número BR-00214/2018.

Apoios se desenhando

O PDT de Ciro Gomes liberou os filiados a apoiarem o petista ou declararem neutralidade no segundo turno. Ciro, inclusive, anunciou “apoio crítico” a Haddad, sem aceitar fazer campanha por ele. No caso do PSDB, a executiva nacional liberou os filiados para se manifestarem como quiserem.

O partido Novo, de Amoêdo, descarta qualquer tipo de apoio ao PT, mas não se manifestou a favor de Bolsonaro. À frente da Rede, Marina Silva declarou que partidários devem se reunir para discutir eventual apoio, mas adiantou que representará oposição a quem vencer.