Datafolha: Ministério da Saúde tem dobro da aprovação de Bolsonaro

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Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde
Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde

Pesquisa Datafolha divulgada na tarde desta sexta-feira (03) aponta que a aprovação do Ministério da Saúde é hoje o dobro da avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com o instituto, a pasta é aprovada por 76% da população, enquanto o presidente recebeu aprovação de 33%.

Para evitar o risco de propagação do novo coronavírus, o Datafolha ouviu 1.511 pessoas por telefone entre os dias 1 e 3 de abril.

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Na pesquisa anterior, o ministério conduzido por Luiz Henrique Mandetta tinha uma aprovação de 55%. O Datafolha também registrou queda na reprovação da pasta: caiu de 12% para 5%.

Já o presidente Bolsonaro teve uma queda de sua aprovação, mas dentro da margem de erro: de 35% para 33%. A avaliação é estável também entre os que consideram o presidente regular: de 26% para 25%.

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Nesta quinta-feira (02), o presidente, em entrevista à Rádio Jovem Pan, disse que não pretendia demitir Luiz Henrique Mandetta, mas pediu "mais humildade" ao ministro.

Pesquisa XP

Também divulgada nesta sexta-feira, uma pesquisa realizada pela XP Investimentos aponta que a avaliação “Ruim e Péssimo” do presidente cresceu seis pontos. Ao mesmo tempo em que o índice “Bom e Ótimo” dos governadores também subiu, configurando um forte baque na narrativa de Bolsonaro de que a população estaria insatisfeita com as medidas de contenção tomadas pela maioria dos governadores ao redor do país.

Outro ponto que a pesquisa mostra é que 80% da população apoiam o isolamento social, medida muito criticada pelo presidente recentemente.

50% da população, ainda de acordo com a pesquisa, veem a economia tomando um caminho errado. 36%, por outro lado, apoiam as medidas econômicas do governo Bolsonaro.

Nesta sexta-feira, em novo ataque à imprensa, Bolsonaro afirmou que não chegou à presidência da República para “perder para esses urubus aí”.

"Eu não cheguei aqui... pelo milagre da facada, e a eleição também, para perder para esse urubus aí", disse o presidente em resposta a uma apoiadora enquanto gesticulava em direção a repórteres posicionados na saída do Palácio da Alvorada.

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