Datafolha: Marília Arraes mantém tendência de alta e abre 10 pontos sobre João Campos

Bruno Góes
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Divulgação: PT
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BRASÍLIA — Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra uma diferença de dez pontos a favor de Marília Arraes (PT) na disputa pelo segundo turno à prefeitura do Recife. A petista aparece com 55% dos votos válidos, contra 45% de João Campos (PSB), aliado do atual prefeito Geraldo Julio, colega de partido.

O Datafolha ouviu 924 pessoas entre os dias 17 e 18 de novembro. O levantamento, feito com a TV Globo, tem margem de erro de três pontos, para mais ou para menos. Em relação aos votos totais, sem exclusão de votos brancos e nulos, Marília tem 41% das intenções de voto, enquanto Campos aparece com 34%. Já 21% declararam votar em branco ou nulo, e 3% não souberam responder.

Na quarta-feira, pesquisa Ibope já apontava para uma inversão do favoritismo em segundo turno. Neste outro levantamento, Marília tem 53% dos votos válidos, enquanto João Campos aparece com 47%. No primeiro turno, João era favorito em todos os cenários. Agora, a petista aparece à frente. No pleito de domingo, o candidato do PSB teve 29,13% dos votos válidos, enquanto Marília teve 27,9%.

A disputa pelo segundo turno à prefeitura do Recife já é marcada pela troca de acusações entre os candidatos. João e Marília, que são primos, partiram para o ataque no primeiro debate, realizado nesta quinta-feira pela Rádio Jornal. Até mesmo a briga que envolve as duas partes da família entrou no ringue eleitoral. Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos e mãe de João, foi citada por Marília como alguém que poderia "mandar" na prefeitura caso o adversário fosse eleito.

A petista tem péssima relação com a mãe do candidato do PSB desde que a entrada de João na política virou a sua prioridade. Tanto João, que tem 26 anos, quanto Marília, 36 anos, disputam o legado político de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco. No primeiro embate, a petista, tratada como "desagregadora" por parte da família, resolveu abordar a questão do parentesco.

Durante o debate, João Campos sugeriu que o PT nacional só apoiou a candidatura de Marília para poder ter influência no Recife. Ao tratar do assunto, também argumentou que a prima seria apenas um instrumento para "figurões" do partido. A candidatura de Marília foi bancada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando veto dos diretórios municipal e estadual. Os petistas de Pernambuco sempre tiveram boa relação com o PSB e queriam apoiar João Campos.