Datafolha no Recife: Campos lidera (34%), e Marília Arraes (25%) e Mendonça (23%) disputam 2º lugar

FELIPE BÄCHTOLD
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SÃO PAULO, SP (FOLHPRESS) - A eleição para a Prefeitura do Recife chega ao dia da votação com uma acirrada disputa pelo segundo lugar, indica o Datafolha. O deputado federal João Campos (PSB) lidera com 34% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. Disputam o segundo lugar a deputada federal Marília Arraes (PT), com 25%, e o ex-ministro Mendonça Filho (DEM), que tem 23%. Eles estão tecnicamente empatados. O Datafolha ouviu presencialmente 1.750 eleitores nos dias 13 e 14 de novembro. A pesquisa, feita em parceria entre a Folha de S.Paulo e a TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada no TRE-PE com o número PE-05321/2020. Em queda, a delegada Patrícia Domingos (Podemos) aparece com 13% dos votos válidos. No levantamento anterior, Campos tinha 33% dos votos válidos, contra 25% de Marília, 20% de Mendonça, e 17% da Delegada Patrícia. Considerando-se os votos totais, Campos tem 30%, Marília, 22%, Mendonça, 20%, e Delegada Patrícia, 11%. Disseram que pretendem votar em branco ou nulo 9% dos entrevistados, e 4% não souberam responder. João Campos, 26, é filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014, e bisneto do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Marília, 36, é neta de Arraes e prima de João. Nesta eleição, ela se tornou uma das principais apostas do PT nacional. O partido governou o município de 2001 a 2012. João e Marília foram os deputados federais mais votados no estado há dois anos e atuam em campos políticos distintos desde 2014. A hoje petista, eleita vereadora três vezes, se desentendeu com o comando do PSB naquela época justamente por discordar de movimentação para que Campos assumisse a coordenação da juventude do partido no estado. O PSB administra a capital de Pernambuco desde 2013, com o prefeito Geraldo Julio. Também está à frente do governo estadual há quatro mandatos. Campos, que formou a maior coligação, com apoio de mais 11 partidos, se manteve à frente nas pesquisas desde o início da campanha, embora distante de encaminhar uma vitória em primeiro turno. Na disputa por um lugar no segundo turno, Mendonça Filho priorizou ataques a Patrícia, que é identificada com o bolsonarismo no pleito municipal. Mendonça foi ministro da Educação no governo Michel Temer (MDB) e governador de Pernambuco por nove meses em 2006. Delegada da Polícia Civil, Patrícia obteve declaração de apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição e buscou atrair o eleitorado simpático a ele. Seu índice subiu em outubro, mas agora está em trajetória de queda. Assim como na pesquisa anterior, ela se mantém como a candidata mais rejeitada entre os eleitores do Recife. Disseram que não votariam nela de jeito nenhum 46% dos entrevistados. João Campos é rejeitado por 35%. Nas três simulações de segundo turno, Campos está à frente dos adversários. Contra Marília, o candidato do PSB lidera com 41% ante 35% dos votos totais. Declararam voto em branco ou nulo 23%, e 1% não soube responder. Se o adversário fosse Mendonça, Campos teria 48% ante 37% do ex-ministro. Nesse cenário, 14% dizem votar em branco ou nulo, e 1% não soube responder. Já em um eventual segundo turno contra Delegada Patrícia, Campos tem 53% ante 29% da candidata do Podemos, 17% de votos em branco ou nulo e 1% de indecisos.