Datafolha: veja a diferença nos desempenhos de Lula e Bolsonaro por segmento do eleitorado

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A cem dias para a eleição, a pesquisa Datafolha divulgada ontem aponta para um quadro de estabilidade em determinados segmentos de eleitores dos dois pré-candidatos à Presidência mais bem colocados. Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém ampla vantagem no Nordeste, entre mais pobres, menos escolarizados e também no eleitorado mais jovem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vai melhor entre os segmentos de maior renda, entre empresários e no Centro-Oeste. Já entre os evangélicos, Bolsonaro lidera e se distanciou de Lula, a ponto de deixar o empate técnico.

Lula segue na liderança e registrou 47% de intenções de voto no primeiro turno contra 28% do atual chefe do Planalto. Se considerados somente os votos válidos, Lula venceria no primeiro turno com 53% dos votos válidos. A maior vantagem registrada pelo petista, segundo o Datafolha, aparece entre eleitores do Nordeste. Lá, o petista tem 58% das intenções de voto, contra 19% de Bolsonaro. A vantagem cai no Sudeste, região mais populosa, que concentra 42% dos brasileiros e foi importante para a vitória de Bolsonaro em 2018. Ainda assim, Lula fica significativamente à frente, com 43% a 29%.

O petista leva a melhor sobre o atual presidente também entre os eleitores menos escolarizados — ou seja, que completaram até o Ensino Fundamental — por 56% a 22%; entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, por 54% a 24%; e entre os mais pobres (aqueles que recebem até dois salários mínimos), por 56% a 22%, apesar das investidas de Bolsonaro para conquistar esse eleitorado, especialmente com o Auxílio Brasil. A diferença entre os dois reduz de forma considerável entre os eleitores homens, quando Bolsonaro chega a marcar 36%, mas segue atrás de Lula, que registra 44%.

O atual presidente aumentou a liderança entre os eleitores evangélicos, estrato que também foi crucial para a vitória de Bolsonaro há quatro anos e que agora tem sido cortejado também por Lula, na tentativa de enfraquecer o adversário. O chefe do Planalto marcou 40% contra 35% do petista, ou seja, deixou o empate técnico apontado na pesquisa de maio em que a diferença era de três pontos percentuais (39% a 36%).

O levantamento mostrou também Bolsonaro como o candidato com maior rejeição: 55%, seguido por Lula, com 35%. Ciro (24%) ficou na terceira colocação, seguido pelo General Santos Cruz (Podemos), com 18%, antes de um bloco de candidatos com 16% ou menos.

Para os candidatos que tentam se viabilizar como alternativa à polarização, o resultado da pesquisa não foi motivo de animação. Terceiro colocado entre os presidenciáveis, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) tem se consolidado na terceira colocação, mas com dificuldades para romper a barreira de Lula e Bolsonaro. O pedetista registrou 8% no levantamento mais recente, uma oscilação de um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, quando tinha 7%.

O MDB, por sua vez, não viu sua pré-candidata, a senadora Simone Tebet, avançar mesmo depois de concretizar aliança com o PSDB para a disputa presidencial. A congressista registrou somente 1%, atrás do deputado federal André Janones (Avante), que marcou 2%.

A pesquisa também simulou três eventuais cenários de segundo turno. No primeiro, Lula vence Jair Bolsonaro por 57% a 34%; já em um eventual embate contra Ciro Gomes, a vantagem do petista cai, mas segue folgada. O ex-presidente marca 53%, enquanto o pedetista registra 31%. Já em confronto entre Bolsonaro e Ciro, o ex-governador do PDT venceria por 51% a 37%.

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