Datena adia filiação ao PSD após especulações de Alckmin como vice de Lula

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

SÃO PAULO — O apresentador José Luiz Datena adiou sua filiação ao PSD após especulações sobre uma eventual aliança entre o ex-governador Geraldo Alckmin, de saída do PSDB, e o ex-presidente Lula para 2022. O ato de filiação estava marcado para esta quarta-feira.

Datena havia decidido se filiar ao PSD no começo de novembro, apenas quatro meses após ter se filiado ao PSL com convite para concorrer à Presidência da República. O acordo com o presidente nacional da PSD, Gilberto Kassab, no entanto, envolvia uma candidatura ao Senado por São Paulo.

Ao GLOBO, Datena afirmou que tomará uma decisão quando "tivermos um quadro (eleitoral) mais claro". Ele disse ter convite de outros dois partidos que o procuraram, embora não tenha revalado quais, mas que está ainda "mais próximo do PSD, independentemente do Alckmin".

— Se ele (Alckmin) for vice do Lula, posso sair a governo de São Paulo. Ou Senado mesmo — declarou.

Kassab minimizou a decisão de Datena e afirmou que ele pode, sim, sair ao governo de São Paulo caso Alckmin esteja definitivamente fora dos planos do PSD, mas descartou a hipótese.

— Não estamos trabalhando com plano B. O plano A é Alckmin, o plano B é Alckmin, o plano C é Alckmin — afirmou.

Três semanas atrás, Kassab havia negado ao GLOBO que o histórico errático de Datena pudesse torná-lo uma aposta arriscada. O apresentador ameaçou disputar as últimas três eleições, mas recuou em todas elas para continuar à frente do programa Brasil Urgente, da Band TV.

Se efetivamente assinada, a ficha de filiação do PSD será a sétima de Datena, e a sexta desde 2015. De 1992 até então ele integrava os quadros do PT. Depois, passou por PP, PRP, DEM, MDB e PSL.

Alckmin e Lula

Após ser ventilada uma possível aliança entre Alckmin e Lula para a disputa ao Planalto no ano que vem, o petista afirmou, em 15 de novembro, que ainda não decidiu quem será o seu vice, mas que tem "extraordinária relação de respeito" com o ex-tucano: "fui presidente enquanto ele era governador. Não há nada que aconteceu entre nós que não possa ser reconciliado".

— Eu disputei as eleições de 2006 com o Alckmin, mas tenho profundo respeito por ele. Mas eu não tô discutindo vice ainda porque não discuti a minha candidatura. Quando eu decidir, aí sim eu vou sair a campo pra procurar alguém pra ser vice — escreveu Lula no Twitter.

Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB, havia dito três dias antes que ficava "honrado" com a lembrança de seu nome para uma composição com Lula. No entanto, afirmou que a decisão sobre sua candidatura não era "para agora".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos