Davati diz que incluiu nome de Dominguetti em negociações após contato com o governo

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Luiz Paulo Dominguetti, the representative of Davati Medical Supply, attends a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil July 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Dominguetti é policial militar e afirmou que presta serviço para a Davati sem contrato (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Responsável pela Davati disse que Dominguetti foi incluído nas conversas após contato com o governo brasileiro

  • Herman Cárdenas disse que inclusão foi feita "a pedido", mas não revelou quem teria feito a requisição

  • Cárdenas negou que Dominguetti seja funcionário ou prestador de serviço da empresa

Herman Cardenás, responsável pela Davati Medical Supply nos Estados Unidos, afirmou que Luiz Paulo Dominguetti foi incluído nas comunicações sobre a venda de vacinas após comunicação com o governo do Brasil. A informação é do Estadão.

Cardenás afirmou que o nome do policiam militar foi incluído “a pedido” – mas o empresário não citou quem teria sido o responsável pela requisição.

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Ao Estadão, Herman Cardenás afirmou que Dominguetti não é representante, tampouco funcionário da empresa. Além disso, ele negou que tenha chegado à Davati um pedido para aumentar o preço da vacina, a propina denunciada por Dominguetti à Folha.

“Incluímos o nome do Sr. Dominguetti no FCO (oferta) que apresentamos ao governo brasileiro porque nos pediram e presumimos que ele fosse representante deles”, escreveu Cárdenas, em e-mail enviado ao jornal.

Ao ser questionado quem pediu para que o nome de Dominguetti fosse incluído nas conversas, Cárdenas não respondeu.

Na CPI da Covid, Dominguetti disse que presta serviços para a Davati, mas não tem contrato registrado por ser funcionário público - ele é policial militar em Minas Gerais. 

Apreensão de celular 

A CPI da Covid determinou a apreensão do celular de Luiz Paulo Dominguetti Pereira. A decisão foi tomada após o depoente reproduzir um áudio do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

O áudio, segundo Dominguetti, provaria que Miranda tentou comprar vacinas da Davati em nome do Ministério da Saúde. Reproduzida na CPI por três vezes, a fala do deputado não se refere a vacinas, mas a "produtos".

Representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, o empresário Cristiano Alberto Carvalho negou que o áudio do deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF), recebido por ele e divulgado na CPI da Covid por Luiz Paulo Dominguetti, tratasse da negociação de vacinas, como foi alegado. Segundo Carvalho, Dominguetti quer "aparecer".

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), relevou que conversou com o deputado federal e este afirmou que o áudio era de 2020 e não tratava de imunizantes.

Os senadores governistas tentaram frear a apreensão do celular de Dominguetti e pediram que o telefone de Luis Miranda também fosse apreendido - a requisição foi negada.

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