Davi Alcolumbre deve esperar 7 de Setembro para marcar sabatina de André Mendonça

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Senador Davi Alcolumbre acena
Presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre, adiou sabatina de André Mendonça (Photo by Andre Borges/Getty Images)
  • Senador Davi Alcolumbre deve esperar 7 de Setembro para marcar sabatina de André Mendonça

  • Presidente da CCJ tem sido criticado por adiar sabatina de Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro

  • Medida foi tomada após presidente pedir impeachment de ministro do Supremo

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem sido pressionado a pautar a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Alcolumbre decidiu adiar a ida do ex-advogado-geral da União à comissão, depois que Bolsonaro entrou com um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. A medida seria uma maneira de frear a escalada de ataques do presidente ao STF e às instituições.

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O senador chegou a sinalizar, nos bastidores, que pautaria a sabatina de Mendonça para o início de setembro e já estava, inclusive, em conversas avançadas para anunciar o relator.

Eleito com apoio de Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também foi criticado pelo chefe do Executivo, após rejeitar o pedido de impeachment contra Moraes.

Aliados de Alcolumbre acreditam que ele deve esperar as manifestações do dia 7 de Setembro para ter certeza de que Bolsonaro abaixou o tom. Depois da sabatina na CCJ, a indicação de Mendonça precisa ser votada no plenário da Casa.

Bolsonaro e seus aliados têm mobilizado apoiadores para uma manifestação no feriado da Independência do Brasil. O presidente afirmou que vai participar dos atos- pela manhã, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília; e à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O ato deve ocorrer em meio à crise do Planalto com o Judiciário e também diante da preocupação de governadores com insurgência na Polícia Militar nos estados.

Nos grupos bolsonaristas, as mensagens de convocação abaixaram o tom. Em vez de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), fechamento do Congresso e intervenção militar, as menções nas redes sociais têm agora o objetivo de defesa da liberdade.

André Mendonça e o presidente Jair Bolsonaro
André Mendonça e o presidente Jair Bolsonaro (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O nome do ex-AGU não é consenso no Senado. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), teria alertado de que Mendonça seria o “Fachin” do governo Bolsonaro. Edson Fachin foi indicado ao STF pela então presidente Dilma Roussef, mas é um dos maiores defensores da operação Lava Jato. Por isso, é apontado como “traidor” por políticos do Centrão.

Já no STF, o nome dele tem apoio da maioria dos magistrados. O presidente da Corte, Luiz Fux, teria ligado para Pacheco pedindo que ele tentasse viabilizar a sabatina.

Quem é Mendonça

O ex-advogado-geral da União André Luiz de Almeida Mendonça foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga de Marco Aurélio de Mello, que se aposentou em julho. 

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Mendonça seria o ministro “terrivelmente evangélico”, prometido pelo presidente a apoiadores.

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