Davi Moraes, que perdeu pai, mãe e avó em 2020, fala sobre luto e de como transformou dor em música

Maria Fortuna
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Leo Martins

Davi Moraes mal tinha digerido a morte do pai, Moraes Moreira, em abril, quando perdeu também a mãe. Marília Mattos partiu sete meses após o ex-companheiro. E, tudo indica, pelo mesmo motivo: o coração parou de bater. Foi Davi quem a encontrou em casa, após o chamado do porteiro, preocupado porque ela não respondia ao interfone.

Despedida: 'É forte e simbólico meu pai ter partido agora'

— Meu pais tinham forte conexão. Não tem aquilo de casal, que quando vai um, o outro vai logo no embalo? Então... — elabora um Davi ainda “atordoado”, tentando encontrar respostas.

Como se não bastasse, esse ingrato 2020 também levou a avó materna de Davi e Cecília. Dona Cândida perdeu a vida para a Covid-19 aos 97 anos. Mas, na verdade, a sucessão de chacoalhadas na vida do músico começou naquele ano, quando se separou da cantora Maria Rita. Os dois foram casados por oito anos e tiveram uma filha, Alice.

— Me separei, perdi meu pai, minha mãe e minha avó. Foi um um strike. Achei que não fosse aguentar... A gente enverga, mas não quebra.

Aos 47 anos, Davi transformou o luto em música. Ele lança, dia 5, o EP “Todos nós” (Biscoito Fino) com quatro faixas em homenagem ao pai, seu maior parceiro de vida e profissão. Nesta entrevista, ele fala sobre o trabalho e de como é viver sem pai nem mãe.

— Vida de adulto exige força e amadurecimento. A perda se transforma, e a gente vai ficando amigo da saudade. Mas... É muita saudade ao mesmo tempo.

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