De Calypso a Evanescence: a "batidinha maneira" de 'Luísa e Os Alquimistas' vai conquistar você

O grupo surge na virada de 2014 para 2015, quando a vocalista Luísa Nascim resolve mesclar sua trajetória no circo e nas artes cênicas à música. (Foto: Rudá Melo/Divulgação)
O grupo surge na virada de 2014 para 2015, quando a vocalista Luísa Nascim resolve mesclar sua trajetória no circo e nas artes cênicas à música. (Foto: Rudá Melo/Divulgação)

O novo álbum da banda "Luísa e Os Alquimistas" nem foi lançado, mas a cantora já avisa: "No sé quién es más peligrosa, tu o yo". O trecho é de "Guapetona", single lançado agora em julho. O novo disco deve chegar em 23 de setembro, um dia antes do show do grupo no Festival MADA, onde vão apresentar as novas performances.

O nome da banda não surgiu à toa. A "alquimia" do grupo surge na virada de 2014 para 2015, quando a vocalista Luísa Nascim resolve mesclar sua trajetória no circo e nas artes cênicas à música. "Estava querendo explorar essa vertente de cantar, mas era uma coisa meio tímida. Comecei de maneira bem despretenciosa a fazer uns covers, chamei um amigo para acompanhar nos barzinhos. Então, comecei também a compor e a gravar e a coisa foi tomando corpo", conta a artista em entrevista ao Yahoo.

Para quem ainda tem dúvida sobre a composição da banda, a gente explica: "Luísa e Os Alquimistas" não são nem um projeto solo, nem uma banda convencional. A ideia é mesmo misturar o protagonismo da vocalista à experimentação do restante da equipe, que vem mudando bastante nos últimos anos. "Nem sempre todo mundo está em todas as músicas, mas estamos sempre debruçados nas composições".

De 2014 para cá foram três álbuns e um EP. Você já deve ter visto por aí a capa do álbum "Jaguatirica Print", um dos mais famosos da banda.

Tudo é experimental!

A banda não economiza quando o assunto é lançar tendências. Cabelos estilosos, makes poderosas, piercing e tatuagens: o "punk brega" de "Luísa e Os Alquimistas" se reinventa a cada batida. "

Sempre gostei muito de moda, maquiagem... Fui estudando em mim mesma, testando em mim. Integrantes da banda trouxeram mais forte o lance do visual para performance. Com o passar do tempo, se tornou uma identidade nossa", pondera Luísa, que ainda admite: a virada estética ficou ainda mais evidente no "Jaguatirica Print".

Por falar em batida, é difícil tirar da cabeça a "batidinha maneira" dos natalenses - marca registrada do grupo. "A gente é uma banda muito eclética em tudo: nas referências sonoras, visuais. Minha própria vivência de ser do Nordeste, de ter crescido vendo Banda Calypso, me influenciaram muito. Joelma é uma referência para mim. Mas, também sempre fui muito roqueira", lista a cantora.

As influências não param aqui: fora o que cada um traz na sua bagagem, a banda procura sempre pesquisar e estar por dentro nas novidades. "Fazer algo novo, diferente, que não pareça com outras coisas" é a regra do grupo.

Luísa Nascim é cantora, compositora, circense e diretora artística/musical. (Foto: Rudá Melo/Divulgação)
Luísa Nascim é cantora, compositora, circense e diretora artística/musical. (Foto: Rudá Melo/Divulgação)

"Elixir" e show em Natal

Sobre o show no MADA, praticamente a casa dos artistas, já que o festival acontece em Natal (RN), o entusiasmo fica ainda maior: "Vai ser bem especial, estamos bem empolgados e atarefadas nesse processo de finalização e agenda de show rolando. Tudo bem corrido".

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O novo disco, intitulado "Elixir", segue em processo de produção. Ele deve catalizar com mais solidez o slogan da banda, esse resgate da "alquimia", mas também recupera o lado circense de Luísa Nascim. "Tratar temas como 'a arte como ferramenta de cura', algo que a gente pode ouvir e melhorar nosso dia. Os Alquimistas tinham muito essa procura pela poção mágica, elixir da longevidade, vida eterna, felicidade... Tem essa atmosfera", complementa Luísa. A gente pode esperar tudo: da estética das bruxas ao ocultismo.

Carreira internacional é o próximo passo do grupo, que já traz letras em inglês e espanhol nas canções. "Guapetona é um reggaeton (por exemplo). A gente está tentando mirar esses mercados na medida do possível. Como artistas independentes, é bem mais complicado", revela.

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