De Elefantinha a Viúva Negra: quem são as mais procuradas no RJ após morte da traficante Hello Kitty

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Hello Kitty foi morta em confronto com a polícia - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Hello Kitty foi morta em confronto com a polícia - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • As criminosas mais procuradas no Rio de Janeiro têm apelidos inusitados como o de Hello Kitty

  • Elefantinha, Viúva Negra, Chefona e Chefinha do Lixão compõem a lista da polícia

  • Hello Kitty e o pai, Vinte Anos, foram mortos em operação policial na última sexta-feira (16)

As criminosas mais procuradas pela polícia do Rio de Janeiro são conhecidas por apelidos tão inusitados quanto o de Rayane Nazareth, a Hello Kitty, gerente do tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro morta durante uma operação na última sexta-feira (16).

De acordo com reportagem do portal G1 baseado em informações do site do Portal dos Procurados, há 21 mulheres envolvidas em crimes como associação para o tráfico, tráfico de drogas, homicídio, assalto, assassinato com ocultação de cadáver, extorsão, falsidade ideológica, entre outros delitos mais ou menos graves.

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Heloísa Borba Gonçalves, que atualmente teria 71 anos, tem o nome incluído na difusão vermelha da Interpol (polícia internacional). Ela é procurada em 188 países por diversos crimes cometidos no Brasil, incluindo o assassinato de ex-maridos. A prática rendeu a ela o apelido de Viúva Negra, espécie de aranha canibal que come o macho depois que ocorre a cópula.

Outro nome que consta no Procurados é o de Edileuza Maria Santos da Silva, a Elefantinha. Segundo histórico no portal, a mulher tem mandados de prisão expedidos pela 41ª Vara Criminal da Capital por crimes como associação para o tráfico, posse ou porte ilegal de arma e tráfico de drogas. Elefantinha é apontada como integrante da facção criminosa Amigo dos Amigos (A.D.A) e atuaria em bairros e favelas da zona oeste do Rio, como Vila Vintém, Realengo, Padre Miguel e outros.

Eduarda dos Santos Lopes, a Duda da Rocinha, integra a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Filha de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, teria herdado do pai o comando da favela. Em 2017, Duda ficou à frente da tentativa de retomada da comunidade que carrega no apelido. Na época, após ser preso, Nem perdeu o comando da Rocinha para Rogério 157. Segundo as investigações, a filha de Nem liderou o ataque para reaver o morro. A tentativa envolveu 80 criminosos e um arsenal de guerra.

A Chefona e a Chefinha do Lixão são, respectivamente, Richele da Silva Neres e Amanda Oliveira de Almeida, mãe e mulher de Charles Jackson Neres Batista, o Charlinho do Lixão, morto durante uma operação em março de 2019. A mãe de Charlinho também faria parte da quadrilha até então chefiada pelo filho. Na época da morte do traficante, mesmo com um mandado de prisão em aberto contra ela, a mulher foi ao velório do filho, no Complexo da Maré. Chefinha seria responsável por movimentar o dinheiro da organização criminosa e também andaria armada nos bailes funks na Favela do Lixão, em Caxias.

Hello Kitty, apelido de Rayane Nazareth Cardozo da Silveira, foi baleada durante operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). Ela tinha 22 anos e era considerada uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região ao lado do pai, Alessandro Luiz Vieira Moura, conhecido como Vinte Anos, que também foi morto na operação desta sexta.

De acordo com informações da PM, Hello Kitty e Vinte Anos eram suspeitos de manter uma família refém em Itaoca. Agentes foram chamados para atender a ocorrência e, ao chegarem no local, teve início uma troca de tiros.

Durante o tiroteio, a traficante, seu pai e outros dois comparsas foram atingidos. Eles ainda teriam sido socorridos com vida pelos policiais, mas não resistiram aos ferimentos. Junto deles, os agentes apreenderam dois fuzis e duas pistolas.

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