De olho na eleição, governo Bolsonaro tenta impedir CPI do MEC

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) se viu envolvido no escândalo após revelação de conversa telefônica de Milton Ribeiro, interceptada pela PF. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) se viu envolvido no escândalo após revelação de conversa telefônica de Milton Ribeiro, interceptada pela PF. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Faltam poucas assinaturas para abrir CPI

  • Governo Bolsonaro quer que senadores retirem assinaturas, diz coluna

  • Presidente do Senado diz que não foi procurado pelo governo

Após a prisão de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que faltam duas assinaturas para que seja instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que ocorreu no MEC. Enquanto isso, o presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirma que espera a chegada do requerimento.

“Não vou me precipitar, vamos aguardar o requerimento”, afirmou ao portal G1 nesta segunda-feira (27). Segundo ele, ninguém do governo o procurou para atrasar a instalação da CPI.

No entanto, segundo a apuração do blog de Andrea Sadi, a base aliada de Jair Bolsonaro (PL) busca retirar assinaturas do pedido de abertura do inquérito. Os alvos principais seriam os senadores Giordano (MDB-SP) e Eduardo Braga (MDB-AM).

"Espero que os órgãos investiguem e apurem, sempre garantindo direitos constitucionais. E pode ter repercussão política: a Comissão de Educação pode se debruçar; a CPI, que vamos avaliar. Que tudo seja apurado".

O escândalo do 'Bolsolão do MEC'

A gestão de Milton Ribeiro no MEC

As repercussões da prisão do ex-ministro

No dia 8 de abril, 27 senadores tinham se comprometido a assinar o documento para abertura da CPI para investigar o suposto tráfico de influência no MEC. No entanto, três parlamentares retiraram o apoio, o que inviabilizou a abertura da comissão.

Envolvimento de Bolsonaro

O presidente se viu envolvido no escândalo após a divulgação de um áudio de uma conversa entre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e sua filha, grampeada pela Polícia Federal. Nele, Ribeiro diz que Bolsonaro tinha um “pressentimento” de que haveria uma operação pela PF.

“Hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe?”, disse em conversa interceptada do dia 9 de junho.

Após a revelação, Randolfe Rodrigues enviou um pedido de investigação do presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nesse sentido, requeremos a Vossa Excelência, na qualidade de Ministro responsável pela condução do Inquérito 4.831, que tem por objeto a interferência indevida do Presidente da República na Polícia Federal, que tome as medidas cabíveis a fim de evitar interferências indevidas da cúpula do Poder Executivo nas atividades-fim da Polícia Federal, determinando, se for o caso, a abertura de inquérito para apurar a conduta de violação de sigilo e de obstrução da justiça do Presidente Jair Bolsonaro”, afirma o pedido.

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