De placa quebrada de Marielle a prisão: quem é o deputado Daniel Silveira

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Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) - Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação
Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) - Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Eleito deputado federal na onda bolsonarista em 2018, Daniel Silveira é policial militar, além de cursar Direito. Ele foi preso em flagrante na noite de terça-feira, 16, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Antes mesmo de ser parlamentar, Silveira ficou conhecido ao participar de um evento político em que quebrou uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada naquele mesmo ano, em 14 de março. Ele estava acompanhado do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e do agora deputado estadual pelo mesmo estado, Rodrigo Amorim (PSL).

Na ocasião, Silveira usava uma camiseta disseminada entre os apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido), com a frase “meu partido é o Brasil”. Parte da placa que levava o nome de Marielle está emoldurada no gabinete de Amorim.

Na noite de terça-feira, Anielle Franco, irmã de Marielle, comemorou a prisão do deputado federal. “Quero ver quebrar plaquinha na cadeia”, escreveu.

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Ainda em 2019, Daniel Silveira se envolveu em uma briga na universidade onde estuda. Ele e uma mulher trocaram cuspidas. A colega afirma que foi chamada de gorda pelo deputado e, por isso reagiu.

No Supremo Tribunal Federal, Silveira é investigado em dois inquéritos: das fake news, por disseminar informações falsas sobre ministros da Corte, e também pelo envolvimento em atos antidemocráticos, ocorridos em 2020.

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No mesmo ano, o deputado, conhecido pelo discurso belicoso, disse torcer para que manifestantes contra o presidente Jair Bolsonaro fossem atingidos por policiais. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Daniel Silveira afirmou que quem protestava contra Bolsonaro tomaria “um no meio da caixa do peito, e vão chamar a gente de truculento”. E complementou: “Estou torcendo para isso. Quem sabe não seja eu o sortudo”.

Silveira também incorporou o discurso negacionista durante a pandemia do coronavírus. Ele, assim como outros políticos bolsonaristas, se recusa a usar máscara. Em janeiro deste ano, o deputado foi retirado de um voo comercial por não usar o equipamento de proteção individual.

Ao chegar na Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde passou a noite, Silveira voltou a repetir o ato. Ele não queria colocar a máscara e gritou com policiais que pediram para que ele usasse a proteção.

Em nota divulgada pelas redes sociais de Daniel Silveira, a equipe do deputado classificou a prisão como “um violento ataque à sua imunidade material” e também “ao próprio exercício do direito à liberdade de expressão e aos princípios basilares que regem o processo penal brasileiro”.

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