De professora a primeira-dama da França: conheça Brigitte Macron

Primeira-dama da França foi professora de Macron quando ele tinha apenas 15 anos. Foto: Reuters

As manchetes dos jornais foram tomadas pela imagem de Brigitte Macron depois de o presidente Jair Bolsonaro fazer um comentário sobre a aparência da primeira-dama francesa. A provocação foi feita para tentar atingir o presidente francês Emmanuel Macron e criou uma crise diplomática.

Mas, quem é Brigitte para além de esposa do presidente da França? A professora nasceu em 13 de abril de 1953 e é natural de Amiens, cidade do norte da França. Filha de Jean Trogneux e Simone Trogneux, ela cresceu em um lar que tinha prósperos negócios ligados à chocolates.

Em sua carreira como professora, ministrou aulas de francês, latim, literatura e teatro em renomadas escolas da França. Foi em uma dessas aulas de teatro que, aos 39 anos, ela conheceu Macron. Ele, no entanto, tinha apenas 15 anos.

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Eles eram completamente diferentes. Ela já era casada desde seus 20 anos com o banqueiro André-Louis Auzière e tinha três filhos. Ele era um adolescente que tinha se encantado pela professora e que começou a fazer de tudo para tentar chamar a atenção da docente.

Mesmo assim, quando tinha apenas 17 anos, ele disse a profética frase para sua professora: “Faça o que você fizer, eu vou me casar com você”. E a previsão se concretizou. Em 2006, Brigitte se separou do então marido e se casou com seu ex-aluno um ano depois.

Ela continuou seus trabalhos como professora, mas, em 2014, ela pediu demissão e passou a trabalhar com o marido. Na época, ele era ministro da Economia e ela se tornou sua conselheira.

Os dois estão juntos há 12 anos e, durante as eleições de 2017, Brigitte acompanhou o companheiro que ganhou a corrida presidencial com 66% dos votos. Elegante e companheira, Brigitte é conhecida por ser uma pessoa carinhosa, mas que mantém a racionalidade sempre em primeiro lugar.

Este ano, a primeira-dama quer voltar a trabalhar como professora. De acordo com jornais internacionais, ela vai lecionar aulas de literatura clássica e patrimônio cultural em um programa de capacitação para a população que não terminou os estudos e está desempregada.