De saída do governo, Bolsonaro nomeia aliados para Comissão de Ética

De saída, Bolsonaro nomeou duas pessoas para a Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência, e com mandato de três anos. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
De saída, Bolsonaro nomeou duas pessoas para a Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência, e com mandato de três anos. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • A menos de 2 meses de deixar o cargo, Bolsonaro nomeia membros do Conselho de Ética

  • Nomes escolhidos são de aliados do mandatário e terão três anos de mandato;

  • Bolsonaro segue quase não sendo visto publicamente desde o fim das eleições presidenciais.

Falta pouco mais de um mês para o fim do mandato presidencial de Jair Bolsonaro (PL). Mas, antes de deixar o cargo, o mandatário garantiu dois aliados na Comissão de Ética Pública, que é vinculada à presidência e cujo os membros têm mandato de três anos.

Os indicados são o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Célio Faria Júnior, e João Henrique Nascimento de Freitas, assessor especial da Presidência. Os nomes foram confirmados em edição especial do Diário Oficial da União da sexta-feira (18).

A Comissão de Ética é formada por sete membros não remunerados, mas com prestação de serviço público relevante. O colegiado é uma instância consultiva do presidente da República e ministros de Estado. Dentre as funções, está a aplicação da Lei de Conflito de Interesses para as autoridades do governo federal, além da coordenação, avaliação e supervisão do Sistema de Gestão da Ética Pública do Poder Público Federal.

Como os nomeados por Bolsonaro terão mandatos de três anos, eles terão que lidar com as questões do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os membros ainda podem ter mandato renovado por mais três anos.

Bolsonaro assinou a decisão no momento em que os governos passam pela transição entre mandatos. Sumido das redes sociais e de aparições públicas, ele é avaliado por aliados como “abatido” desde a derrota para o petista, no último dia 30 de outubro.

A agenda oficial do mandatário desde o fim das eleições tem marcado poucos compromissos oficiais. Além de estar, segundo pessoas próximas, “assimilando a derrota”, o chefe do Executivo também se recupera de um ferimento na perna causado por infecção bacteriana.