De volta após 20 dias, Bolsonaro passa 5h no Planalto e vai embora

Bolsonaro não frequentava o Planalto desde o dia 3 de novembro. (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Bolsonaro não frequentava o Planalto desde o dia 3 de novembro. (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
  • Depois de 20 dias sem pisar no Planalto, Bolsonaro retorna e cumpre expediente de 5 horas;

  • Presidente não ia ao palácio - sede oficial do governo - desde o dia 3 de novembro;

  • Sua última agenda tinha sido um breve encontro com Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito.

Foi rápido o retorno do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao local de trabalho.

Após vinte dias sem pisar no Palácio do Planalto, o mandatário retornou ao local oficial de expediente da Presidência da República por volta das 9h desta quarta-feira (23), mas voltou para o Palácio da Alvorada, sua residência oficial, por volta das 14h. No total, ele permaneceu na sede do Poder Executivo por cinco horas.

O mandatário não frequentava o Planalto desde o dia 3 de novembro, segundo informações do portal G1. Na data, ele teve um breve encontro com o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).

O encontro entre Bolsonaro e Alckmin ocorreu na última hora. Quando o vice-presidente eleito saía de uma reunião com o ministro Ciro Nogueira, da Casa Civil, ele foi chamado por um assessor para subir ao gabinete de Bolsonaro.

Ciro e Alckmin são os responsáveis por coordenar as equipes de transição do governo de Bolsonaro para o de Lula.

Agenda de Bolsonaro após a derrota

A última agenda oficial de Bolsonaro no Palácio do Planalto foi no dia 31 de outubro, quando ele teve uma reunião com Paulo Guedes, ministro da Economia, um dia depois de ser derrotado nas eleições presidenciais.

Até hoje, há mais de 24 dias após o resultado do pleito, ele ainda não reconheceu publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem evitado aparições públicas desde então.

Em 1º de novembro, o atual chefe do Executivo fez um pronunciamento à imprensa de pouco mais de dois minutos, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, disse que continuaria cumprindo a Constituição Federal e não respondeu a nenhuma pergunta dos jornalistas convocados.

Coube ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, anunciar que a transição de governo havia sido autorizada.