Debate da Globo: Veja como foi o terceiro bloco

Debate na Globo teve participação de 6 candidatos (Foto: Reprodução/TV Globo)
Debate na Globo teve participação de 6 candidatos (Foto: Reprodução/TV Globo)

No terceiro bloco do debate na TV Globo, já na madrugada de sexta-feira (30), os candidatos puderam fazer perguntas de tema livres para oponentes. Jair Bolsonaro (PL) foi o primeiro e chamou Felipe D'Ávila (Novo). O presidente enumerou pontos que considera positivos na economia e perguntou se o candidato do Novo teme a volta da esquerda ao poder. D'Ávila respondeu que sim e pediu reformas trabalhistas e tributárias. Ambos fizeram uma dobradinha para criticar o PT.

Padre Kelmon escolheu Lula e o questionou sobre prisões de aliados e casos de corrupção. "Explique para o povo porque tanta gente próxima a você foi presa?", disse, lendo a pergunta em um papel. Lula respondia e foi interrompido pelo padre, o que rendeu uma bronca de Willian Bonner, apresentador da TV Globo. O petista afirmou que as denúncias contra ele foram mentirosas e lembrou que o juiz que o julgou, posteriormente, foi trabalhar no governo de Jair Bolsonaro, referindo-se a Sergio Moro.

Kelmon aproveitou o tempo apenas para xingar e ofender Lula. O petista reagiu e afirmou que o oponente está "fantasiado de padre". Os dois iniciaram um bate-boca e os microfones foram cortados. Willian Bonner interrompeu e pediu que todos "respirassem". Na tréplica de Lula, Kelmon também interrompeu o ex-presidente.

"Eu estou vendo um impostor", disse sobre Lula, ao lembrar que Kelmon não é reconhecido como padre por instituições brasileiras ligadas à igreja católica.

Durante a discussão, Bolsonaro pediu um direito de resposta, mas, como sequer foi citado, a solicitação foi negada.

D'Ávila escolheu Simone Tebet para questiona-la e disse que reestabeleceria a "civilidade" no debate. O assunto foi a política de privatização de empresas estatais.

Lula pediu direito de resposta durante a fala de Felipe D'Ávila e não foi atendido.

Em seguida, Ciro Gomes chamou Bolsonaro para o púlpito e afirmou que o presidente está sob acusações pesadas de "corrupção generalizada". Bolsonaro rebateu uma crítica sobre a queda do PIB, mas Ciro alertou que falava sobre governos anteriores, não o dele. "Tudo bem, no nosso também caiu, por causa da pandemia", disse o presidente.

Ciro aproveitou para criticar o orçamento secreto e disse que acabaria com a medida. Bolsonaro voltou a dizer que tem "zero" ingerência sobre o orçamento.

Na vez de Lula escolher alguém, chamou Ciro Gomes e o questionou sobre o desmonte na cultura e quais seriam as política do pedetista para a área. "A cultura afirma a identidade de um país, de uma nação", respondeu. Ciro propôs a recriação do Ministério da Cultura e revisão de políticas como a Lei Rouanet.

Tanto Lula quanto Ciro falaram sobre propostas para a cultura, mas o pedetista aproveitou para fazer críticas ao petista, focando na questão da regulamentação da mídia.

Soraya Thronicke teve de perguntar para Kelmon, e mandou um abraço para o "padre Antônio", que a casou. Todo tempo ficou dedicado a homenagear o padre, e Kelmon respondeu, sem ter sido perguntando, sobre a importância da educação e disse que não se pode ensinar sexualidade na escola.

Kelmon disse que alguns dos presentes precisam de "catequese" para entender o valor de um padre.

Por fim, Simone Tebet perguntou a Soraya - que foi chamada de "candidata Bolsonara" e pediu desculpas depois. Em seguida, perguntou sobre como resolver a educação dos jovens. Ambas trocaram ideias sobre o tema.

Antes de o bloco ser encerrado, Bolsonaro pediu um direito de resposta por uma fala de Tebet. Ele se defendeu e insistiu não ter culpa pelo orçamento secreto.

Quem está participando do debate da Globo?

Participam do debate da Globo nesta quinta os seguintes candidatos à Presidência:

  • Lula (PT)

  • Jair Bolsonaro (PL)

  • Ciro Gomes (PDT)

  • Simone Tebet (MDB)

  • Soraya Thronicke (União Brasil)

  • Felipe d'Avila (Novo)

  • Padre Kelmon (PTB)

Veja as regras do debate da Globo:

O posicionamento dos candidatos foi definido por ordem alfabética do primeiro nome. Da esquerda para a direita, estarão Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Padre Kelmon (PTB), Luiz Felipe D’Ávila (Novo), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

O debate terá quatro blocos: o primeiro e o terceiro com temas livres; o segundo e o quarto com temas determinados. Ao final do quarto bloco, cada candidato fará suas considerações finais.

  • Primeiro bloco: tema livre

  • Segundo bloco: temas determinados

  • Terceiro bloco: temas livres

  • Quarto bloco: temas determinados

Os candidatos terão 30 segundos para fazer as perguntas e um minuto para a réplica, enquanto o candidato que responde terá três minutos, que poderá dividir como quiser, entre a resposta e a tréplica.

As perguntas, em ordem sorteada previamente, serão feitas sempre de candidato para candidato. O candidato escolhe para quem direciona sua pergunta, entre os que ainda não tiverem respondido naquele bloco. No bloco de temas determinados, a mecânica é a mesma, com o mediador sorteando em uma urna, antes das perguntas, o tema que deverá ser abordado.