Debate na Band: Confira as pautas econômicas dos presidenciáveis

Debate deste domingo (28) deve girar em torno de pautas econômicas. Foto: Nelson Junior/ASICS/TSE/Dedoc
Debate deste domingo (28) deve girar em torno de pautas econômicas. Foto: Nelson Junior/ASICS/TSE/Dedoc
  • Primeiro debate com os presidenciáveis acontecerá neste domingo (28), às 21h, na Band;

  • Encontro deve contar com presença dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe d’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil);

  • Debate deste domingo (28) deve girar em torno de pautas econômicas.

O primeiro debate com os presidenciáveis acontecerá neste domingo (28), às 21h, e será realizado em conjunto pelas emissoras Band e TV Cultura e pelos portais de notícia UOL e Folha de S. Paulo.

O encontro deve contar com a presença dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe d’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil).

Confira algumas das principais pautas econômicas

Na sua estreia no horário eleitoral no último sábado (27), Bolsonaro, em seus 2 minutos e 38 segundos de aparição, citou, no campo econômico, os “recordes de geração de emprego” em seu mandato.

Ele também apontou para o fato de ter assumido o governo durante um período de “sérios problemas éticos, morais e econômicos”.

Bolsonaro ainda trouxe tópicos como a aprovação da Lei de Liberdade Econômica, a chegada da pandemia no país, a crise hídrica e a Guerra na Ucrânia como obstáculos econômicos.

Contudo, ele disse que “tudo começou a voltar à normalidade em 2022” e lembrou da queda do preço dos combustíveis, além de citar o Auxílio Brasil, cujo valor prometeu manter em R$ 600 se reeleito.

De acordo com a professora de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Nara Pavão, o candidato do PL terá que enfrentar duras críticas à gestão econômica.

"Na parte econômica, Bolsonaro não entregou bons resultados. É verdade que ele governou em um período afetado pela pandemia e pela guerra na Ucrânia, mas ele será questionado pela inflação, pelo desemprego e pelo baixo crescimento do produto interno bruto", explicou a docente.

Nos dois primeiros anos de governo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou uma inflação que oscilou em 4%. Contudo, em 2021, ela chegou a 10,06%, ou seja, um número muito maior do que o estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CNN), de 5,25%. Desse modo, foi a maior taxa de inflação em seis anos.

Lula, em sua propaganda eleitoral, também apostou em um discurso voltado para a economia e apontou para o tema da fome no Brasil. O ex-presidente prometeu “fazer melhor” que os seus dois mandatos, que duraram de 2003 a 2011.

Além disso, ele abordou as dificuldades econômicas globais nos últimos dois anos, assim como prometeu continuar com o auxílio emergencial de R$ 600, caso seja reeleito.

Ciro Gomes, no campo econômico, tem como um dos principais tópicos de campanha o projeto de ajudar os brasileiros endividados a limparem seus nomes no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e na Serasa.

O pedetista também prevê a criação de um novo programa de renda mínima, cujo objetivo seria pagar, em média, R$ 1 mil às cerca de R$ 24,2 milhões de famílias.

Enquanto isso, a candidata Simone Tebet (MDB) exalta projetos como: programa permanente de renda; erradicação da miséria; zerar a fila do SUS; e criar 1 milhão de moradias.

Durante a entrevista ao Jornal Nacional da última sexta-feira (25), ela disse: "Temos compromisso fiscal, mas como meio para se alcançar a responsabilidade social, erradicar a miséria, diminuir a pobreza e acabar com a fome".

Sobre o Auxílio Brasil, afirmou na ocasião: "O auxílio de renda permanente já está aí, o mercado já precificou; no ano que vem vamos extrapolar o teto nesse valor de algo em torno de R$ 60 bilhões para cobrir a transferência de renda".