Debate na Band: Veja como foi o terceiro bloco

Debate na Band foi o primeiro entre os presidenciáveis (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)
Debate na Band foi o primeiro entre os presidenciáveis (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)

No terceiro bloco do debate entre presidenciáveis na TV Bandeirantes, os candidatos fizeram perguntas uns para os outros. O assunto mais falado pelos candidatos foi sobre os direitos das mulheres. O primeiro embate foi de Simone Tebet (MDB) para Jair Bolsonaro (PL).

A candidata perguntou qual era o motivo de o presidente da República ter problemas com mulheres. O questionamento aconteceu após Bolsonaro atacar a senadora e a jornalista Vera Magalhães.

"Boa parte das mulheres do Brasil me amam, porque eu defendo a família, sou contra as drogas. Eu defendo as mulheres. Quando eu defendo as armas, é para que as mulheres, especialmente do campo, possam se defender", respondeu o presidente

Depois, Soraya Thronicke (União Brasil) questionou Lula sobre tributos e propostas para melhorar o país. A candidata afirmou que não viu as medidas mencionadas pelo petista durante os governos dele. Lula, então, respondeu: "A senhora fala que não viu esse país que eu falei. Mas a sua empregada doméstica viu, mas o seu motorista viu, o seu jardineiro viu. O pobre desse país vai voltar a ser respeitado."

Ciro Gomes (PDT) dirigiu a pergunta a Felipe D'Ávila e ambos aproveitaram o espaço para criticar o PT. Enquanto o pedetista afirmou que as medidas sociais dos governos petistas não foram duradouras, D'Avila voltou a falar de privatização.

Bolsonaro se dirigiu a Ciro e afirmou que queria falar de mulheres. O presidente citou medidas do próprio governo e questionou sobre a opinião do pedetista. "O senhor, aparentemente, não percebe ou não dá valor, a essa questão feminina. Assistimos aqui a jornalista Vera Magalhães, que tantas vezes me criticou, é uma amiga que quero bem e, às vezes, respondo com certa dureza", e lembrou da frase do presidente de que a filha, Laura, foi uma "fraquejada". Em seguida, falou da necessidade de políticas públicas para mulheres.

O presidente pediu desculpas pela fala da fraquejada e relembrou a fala de Ciro Gomes sobre Patrícia Poeta, quando eram casados. Na ocasião, o pedetista afirmou que o principal papel da atriz era dormir com ele. Ciro chamou a fala de "gracinha" e classificou o erro como grave. "Eu vim de uma cultura machista e aprendi. Você que não aprende nunca”, disse Ciro Gomes.

Jair Bolsonaro usou o Auxílio Emergencial e o Auxílio Brasil para reafirmar o compromisso que tem com as mulheres.

O ex-presidente Lula aproveitou o espaço para perguntar para Simone Tebet sobre a CPI da Covid e corrupção na compra de vacinas. "Houve, sim, corrupção na tentativa de compra de vacinas. Os documentos estão aí", disse sobre a tentativa de compra da Covaxin pelo governo federal. Tebet também disse que a corrupção não começou no governo Bolsonaro, mas é fruto de governos passados e citou também o mensalão e o petrolão. A candidata falou ainda sobre o orçamento secreto.

Ambos criticaram os sigilos de 100 anos decretados por Jair Bolsonaro para diversos assuntos, como o cartão de vacinação do presidente.

Felipe D'Avila questionou Soraya Thronicke por um assunto frequentemente usado pelo partido Novo: o fundão eleitoral, que chamou de "indecência". A candidata, então, lembrou que nem todos os candidatos têm o patrimônio de membros do novo ou doações altas - em especial as mulheres. "Ainda é necessário. Nós ainda não temos a cultura, como nos Estados Unidos, de doar", explicou.

Perguntas de jornalistas

A parte final do debate foi de perguntas de jornalistas a candidatos. O primeiro tema foi sobre armas, endereçada a Ciro Gomes, com comentários de Soraya Thronike. O pedetista se colocou contra armas e lembrou da ocasião em que Jair Bolsonaro foi assaltado no Rio de Janeiro e a arma que tinha com ele foi roubada, caso que ocorreu em 1995. Já a candidata do União Brasil questionou a necessidade de "legitima defesa" e falou sobre a importância de reforçar as políticas de segurança pública.

Em seguida, Lula foi questionado sobre políticas direcionados a mulheres, em especial sobre a indicação de mulheres para ocuparem ministérios e sobre o compromisso em nomear 50% de mulheres nas pastas - os comentários foram de Simone Tebet.

Lula lembrou que nomeou o primeiro negro para o Supremo Tribunal Federal, além da ministra Carmen Lúcia, mas afirmou que prefere não se comprometer com número. Já Simone Tebet declarou que assumiu o compromisso de um ministério paritário assim que lançou a campanha à presidência.

Sobre políticas para combater crimes contra as mulheres, a questão foi direcionada para Felipe D'Avila, com comentários de Jair Bolsonaro. O presidente afirmou que o número de vítimas de crimes violentos tem diminuído no governo dele, sem citar políticas específicas para mulheres e falou em "não inventar novas políticas". D'Avila falou em fortalecer políticas de segurança.

Considerações finais

Cada candidato teve dois minutos para fazer as considerações finais. Ciro Gomes foi o primeiro a falar e aproveitou para pedir uma oportunidade de ser presidente. "Quero um lugar na história", disse.

Lula falou em seguida. O petista se solidarizou com Simone Tebet e com a jornalista Vera Magalhães, atacadas por Jair Bolsonaro. "Sei o que fiz e sei o que vou fazer, por isso não entro no campo da promessa fácil, porque é difícil", declarou sobre promessas para um eventual governo. O ex-presidente falou também de Dilma Rousseff e saiu em defesa da colega de partido, dizendo que sofreu um golpe.

Bolsonaro repetiu quais os princípios dele: Deus, pátria, família e liberdade. Atacou o PT e disse que Lula apoiou regimes antidemocráticos na Venezuela. Geraldo Alckmin foi alvo de Bolsonaro também. Chamou o petista de presidiário - e Lula ganhou direito de resposta: o petista lembrou que os processos contra ele foram anuladas.

Depois, Simone Tebet criticou Lula e Bolsonaro pela polarização. "O Brasil é muito maior que Lula e Bolsonaro", afirmou a candidata do MDB.

Soraya Thronike voltou a falar da proposta de imposto único e exaltou a próprio partido, o União Brasil.

O último foi Felipe D'Avila. O candidato do Novo fez discursos alinhados com o partido, de Estado mínimo e privativações.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

O encontro histórico ocorre na sede da TV Bandeirantes, em São Paulo.

Comparecem ao evento os candidatos:

  • Jair Bolsonaro (PL)

  • Lula (PT)

  • Ciro Gomes (PDT)

  • Simone Tebet (MDB)

  • Felipe d’Avila (Novo)

  • Soraya Thronicke (União Brasil)

As regras do embate foram definidas entre a organização e as equipes de campanha dos candidatos. Ficou acordado, então, que o evento não contará com plateia, sendo que cada candidato poderá ser acompanhado por até 4 assessores dentro do estúdio.

Lula e Bolsonaro ficariam lado a lado durante o debate, porém, conforme informou o jornal Folha de S. Paulo na noite de hoje, isso não acontecerá mais. A mudança aconteceu após pedido da segurança das duas campanhas.

Como foi o primeiro bloco do debate?

No primeiro bloco do debate entre candidatos à presidência, os presidenciáveis responderam perguntas de jornalistas e, em seguida, fizeram perguntas entre eles. O esperado embate entre Bolsonaro e Lula aconteceu logo na primeira pergunta. O debate esquentou quando o tema foi corrupção. Leia aqui um resumo do primeiro bloco.

Como foi o segundo bloco do debate?

Já no segundo bloco, os candidatos responderam perguntas dos jornalistas de veículos que compõe o pool de imprensa que organizou o debate. Destaque para os ataques de Bolsonaro à jornalista Vera Magalhães. Com outros candidatos comentando as respostas dos rivais, o bloco acabou gerando mais interação entre os candidatos. Leia aqui um resumo do segundo bloco.

Veja a seguir as principais regras:

O debate vai se dividir em três momentos: perguntas sobre programas de governo, confronto entre os candidatos e questionamento dos jornalistas dos veículos organizadores.

O primeiro questionamento será destinado a todos os concorrentes. Eles deverão explicar em um minuto e meio as propostas de seus planos de governo.

Depois será a vez do confronto entre os candidatos. Bolsonaro será o primeiro a perguntar e pode escolher qualquer dos postulantes.

Depois do chefe do Executivo, será a vez de Ciro; Luiz Felipe d'Avila; Soraya Thronicke; Lula e, por último, Simone Tebet.

Segundo o portal UOL, no segundo bloco, será a vez dos jornalistas dos veículos envolvidos na organização do evento fazerem as perguntas.

A resposta deverá ser formulada em quatro minutos, sendo metade desse tempo destinado à réplica.

No último bloco, haverá novos confrontos entre os presidenciáveis, e a ordem deve seguir o sorteio prévio.

Nesse momento, serão oferecidos um minuto e mais um para a réplica. Quatro minutos serão usados para resposta e tréplica.

Por fim, os postulantes terão dois minutos para defenderem suas candidaturas.

De acordo com as regras do encontro, caso haja ofensa moral e pessoal, o candidato pode pedir ao moderador o direito de resposta imediatamente após a conclusão da fala do ofensor.

A solicitação será avaliada por um comitê formado por quatro jornalistas da organização do encontro e um advogado.

Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido terá 45 segundos para falar.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)